Terras do Tapajós – Outubro/2008

Cada vez que eu concluo uma edição, é como se eu fizesse um filho. Mudei o layout. Estou fazendo testes, mas dentro da perspectiva de um visual limpo e simples, com textos curtos, focados nos dados essenciais.
O branco (espaços vazios) me atrai no design gráfico, pois ajuda o leitor a se concentrar no que é mais importante e a fixar melhor as informações. Nunca li uma pesquisa nesta linha, mas o senso comum me diz que sim. Vou até procurar algo sobre o assunto.
Enfim… Hoje, o segmento da Comunicação Institucional/Corporativa tem me seduzido bastante, do mesmo modo que o jornalismo praticado nas redações à época em que trabalhava no Piauí. E aqui (Santarém) tenho a liberdade para criar e testar.

Boletim Informativo “Terras do Tapajós” – XVI – Outubro/2008

Matérias
» Delícias à mesa
» Anunciada recuperação de 32 km
» Técnicos são capacitados para atuar na várzea
» Entregues 4,4 toneladas de alimentos em Placas
» Arte em cores na Resex Verde para Sempre

Clique nos link’s abaixo e veja o conteúdo do jornal

Capa
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Jornal

Sugestão de Pauta

Adrenalina hoje à tarde. Correria na elaboração da pauta, mas foi possível coletar rapidamente os dados. Já despachei… Amanhã, sai matéria sobre o assunto. Uma outra pauta está guardada na manga e, em breve, devo “vendê-la”.

Quem promove o evento?

Superintendência Regional do Incra em Santarém (PA) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)

Período

13 a 17 de outubro de 2008. Atividades ocorrem nos turnos manhã e tarde

Local

Auditório do Instituto Esperança de Ensino Superior (Iespes)

Objetivo

Capacitar técnicos da Emater e do Incra para elaboração de planos de utilização e projetos básicos em áreas de assentamento na várzea

O que é plano de utilização?

É o estatuto do assentamento. Define regras de convivência nas áreas destinadas à reforma agrária.

O que é projeto básico?

Prevê ações de infra-estrutura e atividades produtivas dentro do assentamento. Estabelece, por exemplo, áreas destinadas à agricultura e ao extrativismo e onde serão construídas estradas, casas e escolas. Documento subsidia o pedido de licenciamento ambiental.

Contexto

O evento integra o rol de ações de um convênio assinado entre o Incra e o Ipam, em dezembro do ano passado, que visa a elaboração de planos de utilização e de projetos básicos em 15 Projetos Agroextrativistas (PAE’s) na várzea: PAE Salvação, PAE Atumã, PAE Madalena, PAE Paraná de Baixo, PAE Três Ilhas, PAE Maria Tereza, PAE Costa Fronteira, PAE Paru, PAE Cacoal Grande, PAE Ilhas Reunidas, PAE Pacoval/PRACOBAL, PAE Igarapé do Cuçari, PAE Chicantã, PAE Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, PAE Aritapera, PAE Urucurituba, PAE Tapará e PAE Ituqui. O valor total do convênio corresponde a R$ 2.280.449,20.

Com quem falar

Incra

Maurício Silva, chefe da Divisão de Obtenção de Terras, ou Moacir Lima, membro do Serviço de Meio Ambiente

Ipam

Alcilene Cardoso – coordenadora do escritório local

Entre sapucaias e vitórias-régias

Obs: infelizmente, a internet em Santarém está de péssima qualidade, daí, o erro no carregamento das fotos da galeria. Todas, porém, são possíveis de serem visualizadas ao se clicar nos links.

Algumas pessoas têm a sorte de fazer o que gostam e, mais ainda, ter a oportunidade de passar por experiências valiosas. Eu me considero uma delas. Embora esteja num outro ramo da Comunicação, não me afastei, por completo, do Jornalismo. Por sinal, a concepção e concretização de produtos editoriais é o que mais me agrada. E nesta jornada (kkk) em busca de notícias, a Amazônia sempre nos surpreende com suas paisagens que transmitem paz, que nos revelam um mundo novo a cada viagem e nos dão a certeza da existência de um Ser maior, capaz de construir tão engenhosa arquitetura. Sábado (30) à tarde. Mochila nas costas – meu acessório indispensável – e lá vamos nós para uma viagem pelo rio Tapajós. Uma lancha pequena, porém, potente. Influenciado pelo rio Amazonas e pelos ventos fortes, o Tapajós nos faz enfrentar bastante “banzeiros” – espécie de ondas -, o que me rendeu uma sensação de tonteira à noite. Quem atravessa pelas margens das ilhas, vê apenas muitas árvores e não imagina que existem pessoas morando mata adentro, muralhas que escondem populações tradicionais, seculares, e a história de povos indígenas. Saímos do Tapajós e entramos por um canal, o Sururu, que nos conduz à comunidade do Laranjal, ainda em Santarém. Com a chegada do período quente, as águas já diminuíram bastante de volume, o que aumenta o percurso, a pé, até nosso destino. Numa das fotos, verá uma espécie de ponte, na verdade, trapiche, que dá uma noção a que altura chega o nível do rio. No caminho, terras fofas, de várzea, que, durante seis meses, permanecem cobertas pelas águas e, no restante do ano, reaparecem. O gado e o búfalo, então, também retornam. O igarapé recua e, os patos curtem um banho fresco na sombra das árvores. Pegamos uma catraia – leia-se canoa – e nos aproximamos das vitórias-régias. Grandes e com espinhos. As sapucaias ficam ao alcance das crianças. Foi a primeira vez que vi uma planta desta. É interessante. Dela, brotam cuias, que, quando seus frutos estão maduros, rompem-se e despejam castanhas. E esta comunidade, escondida dos olhos do homem urbano, diminui sua distância do mundo lá fora. Barcos de linhas fazem o trajeto Laranjal-Santarém-Laranjal todos os dias. A energia, embora ainda não seja fornecida 24 horas por dia, chega por meio de placas solares ou motores a óleo. Do início da noite até as 21h30, é possível ter energia. A comunicação também está presente, embora limitada. A Vivo faz seu sinal chegar e consegui enxergar dois orelhões. As emissoras de rádio são a principal fonte de informação. Como se vê, as comunidades evoluem, mas não querem perder os encantos do povo amazônico.