Terras do Tapajós – XXI

Clique na imagem e acesse a íntegra do informativo que edito para  Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará.

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Release – Assentados assinam contratos da casa própria em Monte Alegre

Quarenta e duas famílias do assentamento Vai Quem Quer, no município de Monte Alegre, Oeste do Pará, assinaram nesta quinta-feira (26) contratos referentes ao Crédito Aquisição de Material de Construção, no valor de R$ 15 mil por família. O repasse é feito pelo Incra, que, no total, investirá R$ 630 mil.

Técnicos do órgão se deslocaram até o assentamento para ratificar as regras do financiamento das casas populares, que terão, no mínimo, quarenta e dois metros quadrados. A planta será definida pelos próprios assentados. Neste momento, a entidade representativa do assentamento finaliza a negociação entre a empresa construtora que apresentou a melhor proposta e as famílias assentadas para, posteriormente, ser entregue o material de construção.

Segundo o presidente da Associação do Assentamento Vai Quem Quer, Francisco Neves dos Santos, as obras iniciam ainda neste ano e ocorrerão em etapas de dez casas, até a entrega da última unidade habitacional. Ele informa que foram selecionadas como beneficiárias as 42 famílias com maior necessidade de uma habitação digna. O assentamento, criado em novembro de 2005, possui 149 famílias cadastradas como beneficiárias da reforma agrária.

A família do agricultor Sinhorinho Pereira dos Santos (79) está entre as atendidas. Um dos fundadores da comunidade, hoje assentamento, Sinhorinho comemora a oportunidade de, pela primeira vez, morar numa casa de alvenaria. Junto com a mulher, Maria Raimunda Neves dos Santos (48), ele vive com oito filhos numa casa de barro, madeira e palha.

Esta é a primeira etapa de construção de casas populares no assentamento. A adesão ao Crédito Aquisição de Material de Construção é facultativa e o pagamento está previsto para ocorrer em 17 anos, após três anos de carência.

Retomada do desenvolvimento

Desde outubro deste ano, Vai Quem Quer vive a fase de retomada do desenvolvimento. Por 22 meses, o projeto ficou interditado por determinação da Justiça Federal. Só quando o Judiciário reviu a decisão, o Incra pôde retomar as políticas públicas que estão no rol de suas atribuições.

Em outubro deste ano, a Autarquia complementou a aplicação de recursos do Crédito Apoio Inicial, num total estimado em R$ 200 mil, a 120 famílias. Com este crédito, as famílias podem adquirir alimentos, ferramentas agrícolas, máquinas, motores e bens domésticos de primeira necessidade.

Portal do Incra
PA: Assentados assinam contratos da casa própria em Monte Alegre

Release – Justiça Federal libera atuação do Incra em assentamentos e Resex no Oeste do PA

A Justiça Federal liberou seis projetos de assentamento – Vai Quem Quer, Rio Cupari, Paraíso, Ypiranga, São Benedito e Areia – e a Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, localizados no Oeste do Pará, para a aplicação de recursos e a realização de quaisquer trabalhos por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão atendeu as exigências estabelecidas pelo Judiciário em Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Com base nisso, o juiz federal José Airton de Aguiar Portela, da Subseção da Justiça Federal em Santarém (PA), em decisão proferida nesta terça-feira (9), tira da condição de interditados esses projetos, onde existem cerca de 3.240 famílias cadastradas como clientes de reforma agrária.

Até então, esses seis assentamentos e a Resex estavam impedidos de receber ações do Incra em decorrência de uma liminar, de agosto de 2007. A partir da decisão do juiz José Airton Portela, esses projetos, localizados nos municípios de Monte Alegre, Aveiro, Rurópolis, Itaituba, Trairão e Porto de Moz, tornam-se aptos a receber, plenamente, ações governamentais.

“A gente considera o início de uma nova fase. O Incra, finalmente, pode trabalhar as políticas públicas nessas áreas, que são importantes e estratégicas para a agricultura familiar. Para nós, é uma grande vitória”, avalia o superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Brunet.

Saneados os processos de criação dos assentamentos e revista a relação de clientes de reforma agrária da Resex, o Incra solicitou a liberação dos projetos perante a Justiça Federal, no que foi atendido. No caso do PA Vai Quem Quer, além do saneamento processual, o Incra obteve a Licença Prévia (LP), documento expedido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Estado do Pará. Quanto aos demais assentamentos liberados pela Justiça Federal, o Incra aguarda o licenciamento ambiental da Sema.

Educação de volta

O juiz José Airton Portela também permitiu que o Incra retome o funcionamento do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Essa decisão beneficia todos os assentamentos interditados. Com a autorização, o órgão volta a operacionalizar o convênio ainda em vigência que trata do curso – de nível superior – Magistério da Terra, que tem como objetivo atender 200 jovens.

Incra solicitará a liberação de mais assentamentos

Na próxima semana, o Incra irá solicitar à Justiça Federal a desinterdição dos projetos de assentamento Curumu, Itapecuru e Campo Verde, localizados nos municípios de Alenquer, Oriximiná e Rurópolis, respectivamente. Os processos de criação dos três foram saneados. Além disso, os dois primeiros já obtiveram LP. Esse documento é dispensado para o Projeto de Assentamento Campo Verde, que foi criado quando não havia tal exigência.

O trabalho continua

Desde agosto de 2007, quando foram interditados 105 assentamentos e a Resex Verde para Sempre, é a primeira vez que a Justiça Federal se manifesta favorável à liberação de áreas que estão no rol da Ação Civil Pública. A decisão da Justiça é subsidiada pelo trabalho de uma força-tarefa instituída pelo Incra para corrigir eventuais falhas na criação de assentamentos e elaborar relatórios a fim de embasar o pedido de licenciamento ambiental.

Até o momento, foram saneados os processos de criação de 60 assentamentos, para os quais já foram solicitados LP. À medida que for concedido o licenciamento ambiental dos assentamentos, o Incra irá protolocar petições perante a Justiça Federal no sentido de que ocorra a desinterdição.

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Incra empossa novo chefe de Unidade no Pará

Estive ontem (5) em Monte Alegre (PA). Missão: cobrir a posse de um novo gestor no município. Atendemos a imprensa no local do evento e visitamos a rádio Mirante, a pedido de um dos apresentadores do programa “Patrulhão”. Para nós que trabalhamos com um público que vive na zona rural, o veículo rádio, sem desprezar os demais, é bastante interessante.

Luciano Brunet e Daniel Simeoni em entrevista

Luciano Brunet e Daniel Simeoni em entrevista

A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém, que atua no Oeste do Pará, empossou, em ato solene público realizado ontem (5), o novo chefe da Unidade Avançada em Monte Alegre (PA). Trata-se de Daniel Simeoni de Oliveira, que substitui Cleomar Luís Rodrigues da Silva, exonerado, a pedido, da função.

A solenidade foi prestigiada por representantes das Prefeituras, dos movimentos sociais e de órgãos federais e estaduais da área de jurisdição da Unidade Avançada, que atua nos Municípios de Monte Alegre, Alenquer, Curuá e Prainha, onde existem 49 projetos de assentamentos.

Um dos principais desafios destacados por Daniel Simeoni é a obtenção de licenças ambientais para os assentamentos que se encontram interditados judicialmente, com vistas a regularizar a situação dos projetos.

Recursos

Para este ano, após o período chuvoso, está previsto o início da construção e complementação de aproximadamente 40 quilômetros de estradas vicinais no Projeto de Assentamento Campos do Popó. As obras foram licitadas, vencendo a empresa que irá executar os trabalhos com investimento de R$ 1.593.659,17 por parte do Incra.

Na área de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), 2.300 famílias assentadas em Projetos Agroextrativistas (PAE’s) devem ser atendidas por meio de convênio que será assinado com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Pará.

Breve Perfil

Daniel Simeoni é natural do Paraná, tem 30 anos e é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual do Maringá (PR). Servidor efetivo do Incra desde setembro de 2006, é oriundo da Superintendência Regional da autarquia no Estado do Mato Grosso. O novo gestor conheceu o Oeste do Pará em 2007, quando atuou numa força-tarefa em assentamentos da região.