Terras do Tapajós – Edição XIX – Novo layout

Este é o novo ”Terras do Tapajós”, jornal – com cara de revista – que produzo para a Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará. Nas últimas edições, estava testando algumas mudanças, mas não havia chegado ao formato que desejava. Como não é possível parar somente para pesquisar a elaboração de um layout, em virtude da limitação de pessoal, o leitor acabou acompanhando esse processo de transformação.

Na concepção geral, a intenção é transmitir a sensação de leveza, em todos os sentidos: na disposição e captação das imagens e na redação e edição dos textos. Essa é a proposta, algo a ser perseguido. É um desafio, ainda mais quando uma única pessoa participa de todos os processos.

Mudamos a tipologia. Passei alguns dias, pacientemente, fuçando num DVD que contém 1gb de fontes. Tarefa complicada. É como se você entrasse num shopping onde só houvesse perfumarias e quisesse escolher a mais gostosa fragância. Salvo engano, optei por usar cinco tipos de fontes.

Nova logomarca. Não sou publicitário, mas meti a cara para pensar numa logomarca. Em destaque, agora aparece o “T” – de “Terras” e de “Tapajós” – dentro de uma caixa, cujo fundo contém a logomarca do Incra replicada, em transparência.

Embora o “Terras do Tapajós” fuja do hard news, a intenção de dispor a logo do Incra replicada e na diagnonal é transmitir a dinâmica própria do Jornalismo.

Cores. A paleta de cores continua praticamente a mesma. O verde predomina, mas o preto aparece com mais frequência, como elemento de destaque.

Papel. A proposta, a partir de agora, é trabalharmos com o papel reciclado, nossa humilde contribuição, enquanto organização, de aderir a princípios como o da sustentabilidade.

Inicialmente, imaginava que a tonalidade do papel reciclado iria forçar a alteração da paleta de cores da tipologia, mas, impresso o jornal, vi que não era necessário. Além disso, o papel reciclado deu uma beleza rústica à publicação.

O cuidado maior que devo ter é com as imagens, seja na captura, seja na edição. Imagens escuras não rendem bom resultado na impressão em papel reciclado.

Linha editorial. O ideal a ser perseguido é inserir o assentado como protagonista. As notícias institucionais continuarão a ter seu espaço, mas o foco principal é o nosso público-alvo: o cliente de reforma agrária. Os gestores serão citados como complemento e não como o destaque das matérias. Assim deve ser pautada a Comunicação Pública.

Selo. Estreamos um selo, o “Terra para Viver e Produzir”, que aparecerá em matérias que abordem, em destaque, a produção e a geração de renda nos assentamentos. Este selo, provavelmente, será reformulado. Não houve tempo para eu construir um outro de caráter mais profissional.

Imagens. Elas passam a ser dispostas com cantos arrendados – dois ou quatro. Formas completamente redondas também passam a ser utilizadas. Texto e imagens têm, literalmente, uma ligação. Traços foram inseridos para conectar a foto com a referência no texto.

Uso dos espaços em branco. A pessoa que executou a proposta deste projeto gráfico estranhou os espaços em branco. Embora ainda pouco usados, não chegam a ser uma novidade. Revistas com design contemporâneo e alguns jornais brasileiros, como o Correio Braziliense, utilizam os espaços em branco, que a meu ver, ajudam o leitor a focar a atenção no essencial.

A tendência é escrever textos mais enxutos, facilitando o uso dos espaços em brancos. Isto, entretanto, não será uma camisa de força.

Público-alvo. Sindicatos dos Trabalhadores Rurais; gestores públicos; Organizações Não-Governamentais; e instituições de controle.

Para os assentados, o desafio da ASCOM nas Superintendências do Incra, em qualquer lugar do país, é usar o rádio.

LEITURA
Durante o processo de elaboração deste novo layout, li este livro, Fundamentos de Design Criativo, que me ajudou a consolidar informações sobre design gráfico. Bastante ilustrado. Entretanto, para quem procura mais texto que imagem esta não é a melhor opção.

O site de conteúdo colaborativo Issuu também é uma boa fonte de pesquisa.

Projeto de assentamento une culinária e folclore em Festival do Tacacá

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Culinária e manifestações folclóricas paraenses. O swing e o tempero caboclos. A caminho da praia mais bela do Brasil – Alter do Chão, eleita pelo jornal britânico The Guardian -, santarenos e turistas têm a oportunidade de imergir um pouco mais na cultura amazônida. Pelo quarto ano, comunitários do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte se uniram para promover o Festival do Tacacá, que iniciou no sábado e encerra hoje (5).

O tacacá, comida típica do Estado do Pará, é servido em abundância pelos agricultores familiares. Ana Pedroso Peixoto, 65 anos, assentada do PAE Eixo Forte, expressa, nos traços do rosto e no dom de manipular a mandioca, uma tradição que remonta aos povos indígenas. É com prazer que ela transmite aos mais jovens da família os segredos da extração do tucupi. “Para ser um tucupi especial, tem de ser natural, sem misturas, tirado da mandioca pura, aí, ele vai mostrar sua qualidade”, revela. O líquido amarelado é a base do tacacá.

Para agradar o paladar dos visitantes, Dona Ana conta que começou a trabalhar quatro dias antes do festival, “apurando”, como ela mesma fala, o tucupi extraído da mandioca. “Eu comecei a preparar na terça-feira. Todos os dias, eu fervia. Hoje [sábado], pus todos os temperos para ele ficar bem gostoso”, lembra, sorridente.

Nas barracas ornamentadas de forma rústica, o tacacá ganhava as misturas que o complementam: a goma, obtida a partir da tapioca, o camarão e o jambu, uma erva. Servido quentinho, em cuias customizadas para o festival, o tacacá de São Braz provocava prazer em quem o provava.

Cultura viva

Enquanto degustava o tacacá, o público assistia aos jovens da comunidade exibirem a sensualidade e a alegria do carimbó. Já as candidatas a Rainha do Tacacá carregavam o talento das artesãs locais em roupas confeccionadas a partir de produtos da floresta.

O festival também marcou o resgate de uma manifestação artística que surgiu em São Braz em 1955: a dança do pelicano. Mesmo sob improviso, Irlando Corrêa Pedroso conduzia a performance. Sob as vestes de um sacaca, uma espécie de curandeiro, ele transmitia a mensagem de preservação ambiental ao defender o pelicano do ataque do homem.

Trabalho coletivo que dá resultado

O Festival do Tacacá, que já faz parte do calendário de eventos de Santarém, mobiliza e incentiva a produção da comunidade de São Braz, onde residem aproximadamente 150 famílias. “Além de integrar a comunidade, o objetivo é fazer com que as pessoas vivam do agroextrativismo, no caso, através da mandioca e de um de seus derivados, o tucupi. Divulgamos a nossa culinária e a produção agrícola e queremos permanecer na nossa terra, produzindo e colhendo”, afirma o coordenador do festival, Madson Costa.

O presidente do Conselho Comunitário de São Braz, Izenildo Pedroso, informa que a arrecadação obtida com o festival será empregada na melhoria de espaços sociais em São Braz.

Terras do Tapajós – Outubro/2008

Cada vez que eu concluo uma edição, é como se eu fizesse um filho. Mudei o layout. Estou fazendo testes, mas dentro da perspectiva de um visual limpo e simples, com textos curtos, focados nos dados essenciais.
O branco (espaços vazios) me atrai no design gráfico, pois ajuda o leitor a se concentrar no que é mais importante e a fixar melhor as informações. Nunca li uma pesquisa nesta linha, mas o senso comum me diz que sim. Vou até procurar algo sobre o assunto.
Enfim… Hoje, o segmento da Comunicação Institucional/Corporativa tem me seduzido bastante, do mesmo modo que o jornalismo praticado nas redações à época em que trabalhava no Piauí. E aqui (Santarém) tenho a liberdade para criar e testar.

Boletim Informativo “Terras do Tapajós” – XVI – Outubro/2008

Matérias
» Delícias à mesa
» Anunciada recuperação de 32 km
» Técnicos são capacitados para atuar na várzea
» Entregues 4,4 toneladas de alimentos em Placas
» Arte em cores na Resex Verde para Sempre

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Jornal

Boletim Terras do Tapajós – Junho/2008

Esta é mais recente publicação institucional que produzi. Público-alvo: sindicato de trabalhadores rurais, órgãos públicos, ong’s, servidores do Incra e lideranças políticas que acompanham a reforma agrária no Oeste do Pará.

Manchetes desta edição
>> Incra e Sema assinam TAC para licenciar assentamentos
>> Educação abre novas perspectivas para assentados na Transamazônica
>> Incra promove encontro entre servidores
>> 25 casas são construídas no PAE Eixo Forte

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