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Release – Presidente do Incra vai a Anapu
Release inicial para divulgar a ida do presidente do Incra a Anapu. No dia do evento, enviarei outro à imprensa com os detalhes dos recursos e das obras que serão anunciadas.
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, vai a Anapu (PA), onde anunciará recursos e obras para assentamentos que estão em municípios no eixo da Rodovia Transamazônica. O evento ocorrerá dentro do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Anapu I, mais conhecido como Esperança, no dia 26 de maio, a partir das 9h30.
A programação inicia com uma celebração ecumênica em homenagem às pessoas que foram mortas na luta pela preservação da floresta e em prol da reforma agrária. O ato ocorrerá no local onde foi morta a missionária americana Dorothy Stang.
Em seguida, o presidente Rolf Hackbart coloca o primeiro tijolo numa das casas que estão em construção no PDS Esperança e assina o termo de entrega de uma outra já concluída.
A programação encerra com uma solenidade na qual Hackbart anunciará assessoria técnica para trabalhadores rurais e a construção e recuperação de estradas vicinais em assentamentos, entre obras já licitadas e a serem conveniadas no dia 26.
No evento, estarão presentes lideranças comunitárias e de entidades representativas dos trabalhadores rurais, além de gestores de órgãos municipais, estaduais e federais.
Incra entrega casas no PDS Esperança
Release encaminhado à imprensa no último dia 30 de abril. É bem gostoso perceber como o nosso trabalho pode mudar vidas. A personagem inicial desta matéria é uma conterrânea, do Município de União, que fica a 59 quilômetros da capital piauiense, Teresina.
- O “depois”
- O “antes”
Uma casa de barro, de chão batido e coberta de palha. A moradia da qual a assentada Francisca Alves, 44 anos, tinha vergonha. A alguns metros, entretanto, o marido e os filhos se empenhavam em erguer o sonho da casa própria. “Vou ter mais espaço, me sentir melhor, e meus filhos vão viver num local mais adequado. Eles merecem”, planeja a agricultora. Daqui a alguns dias, a família se muda para uma casa construída em regime de mutirão no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Anapu I, mais conhecido como Esperança, localizado no Município de Anapu (PA).
No assentamento, as famílias dão exemplo e mostram que a organização social faz a diferença. Os assentados do PDS inovaram ao tomar a iniciativa de eles próprios construírem as casas em vez de assinar contrato com uma construtora. A economia no gasto com mão-de-obra propicia melhor acabamento das unidades habitacionais e engajamento na fiscalização e conclusão das obras, que se dá em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão investe R$ 7 mil por família através do Crédito Aquisição Material de Construção.
“Fizemos todo um levantamento e vimos que poderíamos construir uma casa melhor envolvendo a comunidade num processo coletivo. Propomo-nos a fazer algo de qualidade para servir de modelo para outras regiões. O resultado inicial é bem satisfatório”, avalia Fábio Souza, presidente da associação representativa do PDS Esperança. O assentamento é conhecido internacionalmente em virtude da luta empreendida pela missionária americana Dorothy Stang.
Na opinião do agricultor Luís Brito, 45 anos, o regime de mutirão também dá mais segurança ao assentado no sentido de que a casa atenda ao gosto e às necessidades de cada família. “Acompanhei do baldrame até a pintura. É isso que a gente pedia”, relata Brito, que fazia, ele próprio, os últimos ajustes no acabamento na casa.
No último dia 29 de abril, durante o encerramento de uma oficina promovida para os assentados, foram entregues, simbolicamente, três casas no PDS Esperança. Outras 10 já foram concluídas e 33 estão em construção, com previsão de término das obras até meados de julho. Com 47 metros quadrados, cada casa possui sala, cozinha, dois quartos e banheiro.
“Essas casas têm um valor simbólico. É o primeiro trabalho de mutirão. Mostra a parceria na proposta do Incra de melhorar a qualidade de moradia dos assentados”, destaca o superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Gregory Brunet.
Anapu homenageia Dorothy
Post atualizado às 14h30-14/02/09
Estive em Anapu ontem (12). Na oportunidade, distribuí o “Terras do Tapajós, Especial Anapu”. Segue relato da programação em homenagem a Dorothy Stang.
“A terra é fonte de vida para o povo de Deus”. Com esta frase, precedida de imagens da floresta, Dorothy Stang abre o documentário que traça os episódios mais dramáticos da luta que era empreendida por ela no interior da Amazônia. Intitulado “Mataram Irmã Dorothy”, a produção foi exibida ontem (12), no Município de Anapu, a religiosos, assentados, imprensa, membros do Incra, do Ibama, do Governo do Estado, do Ministério Público Federal (MPF) e do Poder Público local.
O evento fazia parte da programação que lembrava os quatro anos da morte da missionária, brutalmente assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005. O crime ocorreu dentro do lote 55, incorporado ao PDS Anapu I (Esperança), projeto que Dorothy lutou para criar e implantar. Uma das irmãs da Congregação da Igreja Católica em Anapu lembrava ser muito forte e simbólica a imagem do sangue de Dorothy naquelas terras e que, apesar do episódio fatídico, restava a esperança. A esperança a que fazia menção é a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável que promova a inclusão dos pequenos agricultores e a paz no campo.
O documentário registra as primeiras impressões que as pessoas mais próximas a Dorothy faziam do assassinato, como David Stang, irmão dela, também engajado em causas sociais. A produção flagra o emocionante momento em que David recolhia os objetos pessoais de Dorothy, lembrava da família e da vida missionária que ambos planejavam. O espectador segue acompanhando a repercussão do caso na mídia; as opiniões de quem se opunha aos ideais da missionária; a tentativa frustrada de federalização do crime; a atuação dos advogados de defesa dos acusados; do Ministério Público, nos âmbitos estadual e federal; e do Governo brasileiro. Trechos editados de um dos julgamentos mostravam a tensão no embate de versões e a reviravolta em depoimentos.
Terras do Tapajós – Especial Anapu

Capa do "Terras do Tapajós", Especial Anapu
Meu 17º filho (rs) nasceu hoje. Estou colocando nas ruas (rs) mais uma edição do boletim impresso que produzo para o órgão onde trabalho. E tenho um carinho especial por este jornal. Dá um trabalhão produzi-lo. Sem falar que diminui o vácuo da informação em se tratando de ações de reforma agrária e regularização fundiária no Oeste do Pará. Atinge formadores de opinião.
O “Terras do Tapajós”, Especial Anapu, foi concebido tendo em vista os quatros anos do assassinato da misssionária americana Dorothy Stang, crime ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2005. Como é notório, a irmã defendeu a bandeira da reforma agrária, que é atribuição do Incra. Para “casar” o momento, que sempre enseja a cobertura da imprensa, homenagens e a avaliação do movimento social acerca do que se evoluiu, decidi produzir esta edição especial. Creio que ajuda no debate e posiciona melhor o Incra perante a sociedade.
Incra anuncia assessoria técnica a 1.680 assentados de Anapu
Mandar este release ainda na sexta-feira (23), minutos após o evento que fazíamos em Anapu (PA), foi uma novela. Pura insistência. Por incrível que pareça, o problema não foi a conexão com a internet – por sinal, estava mais rápida que em Santarém (PA). O computador do cyber não reconhecia minha câmera digital, onde estavam fotos e vídeos necessários à matéria. Só finalizei o texto e despachei o material cerca de uma hora depois. E se não tivesse adiantado a redação um dia antes, provavelmente não haveria tempo hábil para o envio da matéria, tendo em vista que teria de encarar a Transamazônica rumo a Altamira, onde pegaria um vôo para retornar a Santarém. Missão cumprida, eis a sensação de alívio depois de tudo.
O ato também marcou a inauguração da nova sede do órgão no município
23 de janeiro de 2009
- Sede do Incra em Anapu
- Ato solene de inauguração da nova sede do Posto do Incra em Anapu
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou, na manhã desta sexta-feira (23), no Município de Anapu, Oeste do Pará, a prestação de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES) a 1.680 assentados. O programa será oferecido por uma empresa contratada através de processo licitatório – a Cooperativa dos Profissionais Liberais do Vale do Araguaia (Coopvag) – e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Pará.
Na solenidade, estiveram presentes membros do Ministério Público Federal (MPF), da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de entidades representativas de assentamentos em Anapu, da Prefeitura do Município e de órgão federais com atuação na região. Na oportunidade, eles conheceram a nova sede do Posto Avançado do Incra em Anapu, que reforça a presença do Governo Federal em prol da reforma agrária e no combate a atividades ilegais, como a grilagem de terras.
“É um sonho que a gente sempre almejou”, lembra o padre José Amaro, coordenador da CPT, Núcleo Anapu. Além de se mudar para uma sede mais ampla e melhor estruturada, o Incra investe na logística de trabalho. Computadores, aparelhos de gps de precisão e uma pick-up foram adquiridos para melhorar a atuação dos servidores.
“Hoje, o Estado está aqui [Anapu] em melhores condições. O MPF vai permanecer em contato com o Incra para a implementação da reforma agrária na região”, completa o procurador da República em Altamira (PA), Rodrigo Timóteo.
PDS Esperança é atendido
Os contratos com a Coopvag, assinados no último dia 9 e com vigência inicial de 12 meses, prevêem um investimento em ATES no valor de R$ 587.460. Serão atendidas 754 famílias, que estão distribuídas entre os Projetos de Assentamentos Grotão da Onça e Pilão Poente II e III e os Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Anapu I (Esperança), Anapu III e Anapu IV.Nos contratos com a Coopvag, há ainda R$ 61.500 para a elaboração de planos de recuperação dos assentamentos Grotão da Onça e Pilão Poente II e III.
Já a Emater prestará assessoria técnica a 925 famílias do Projeto de Assentamento Pilão Poente II e III. O Incra deve assinar até março um convênio com a empresa para viabilizar os trabalhos, uma reivindicação do movimento social para qualificar os assentamentos em Anapu.
O superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Brunet, informou que as prestadoras de ATES, em conjunto com os trabalhadores rurais, estão focadas no licenciamento ambiental e na discussão das vocações dos assentamentos.




















