Revista Imprensa, edição de outubro/2008

Revista Imprensa/Outubro 2008

Revista Imprensa/Outubro 2008

Leitura do final de semana: Revista Imprensa, edição de outubro. E você se pergunta o quão atrasado estou em minhas leituras. É que em Santarém (PA), constatei, não vale a pena assinar revistas. Elas chegam com bastante atraso. Rabisquei minha revista, colei post it, enfim… Leitura para mim, hoje, tem de ser acompanhada do hábito de destacar o que considero mais importante para poder resgatar, em outro momento, com facilidade.

Melhor matéria
Mídia Remediável
Bem consistente, com dados numéricos e mostra como funciona o relacionamento dos jornalistas com a indústria farmacêutica, os profissionais de saúde e as empresas/instituições que fornecem pautas e cursos para melhorar a qualidade da informação.

Outros destaques
Amazônia: Cheia de Pautas
Anuncia o Fórum Latino Americano Amazônia, ocorrido em Manaus, de 3 a 5 de novembro, e sintetiza as dificuldades e necessidades da cobertura da mídia na região.

“A dificuldade de se trabalhar em uma região tão extensa e de difícil acesso não é o fator principal, mas questões sociais, políticas e interesses econômicos que tornam a busca por essas matérias inóspita e perigosa”.

Templo da Notícia
Trata do Museu da Notícia, o Newseum, que fica em Washington (EUA). O site (http://www.newseum.org/todaysfrontpages/default.asp), inclusive, é bastante interessante, especialmente para os curiosos em design gráfico. Traz capas de milhares de jornais pelo mundo.

Compromisso Indireto, de Francisco Viana
Trata do Jornalismo Institucional, no que me encaixo. Bom artigo, em especial para estudantes de Jornalismo.

“Se por um lado o profissional precisa dominar múltiplas linguagens, nem que seja para acompanhar e avaliar a qualidade dos trabalhos que coordena, por outro tem de entender a cultura organizacional, o contexto político e seus desdobramentos”.

Bookmark and Share

Municípios do Oeste do Pará concentram os mais pobres do país

Os municípios de Pacajá e Porto de Moz, Oeste do Pará, figuram na lista dos que concentram os maiores índices de pobreza no Brasil, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) divulgado, no último sábado (22), pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

Numa escala de 0 a 0.4 – faixa inferior do ranking -, Pacajá e Porto de Moz empatam em 0,39. Nesse intervalo do Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF), estão outras 32 cidades.

Entre os estados, Amazonas, Pará e Maranhão, nesta ordem, concentram o maior número dos pobres mais pobres.

A pesquisa desmistifica a imagem de que os nordestinos são os líderes quando se fala em miséria. Fico orgulhoso que o estado onde nasci, o Piauí, não está no topo do ranking. Até alguns anos atrás, a realidade era diferente.

A pesquisa implica numa série de reflexões sobre seu resultado, afinal, a Amazônia é tão rica e concentra os mais pobres, enquando no Nordeste, onde o povo ainda sofre com a rigorosa estiagem todos os anos, os indicadores sociais avançam.

Há de se considerar que tanto já se extraiu da floresta de forma irregular e, ainda assim, as desigualdades se mantêm, sinal de que a riqueza obtida com a exploração predatória se concentra nas mãos de poucos, que desfilam em suas pickups e mantêm casas luxuosas. Em contrapartida, situações análogas ao trabalho escravo ainda são recorrentes, principalmente no Pará.