O que falar deste filme? Fisicamente, após a cena final, eu senti arrepios. rs. As imagens e a trilha sonora – música instrumental clássica – nos carregam de corpo e alma. É um filme que permite múltiplas interpretações: faz uso de metáforas, ‘takes’ abstratos, passagens bíblicas, trama descontinuada, etc. Faz a gente parar e pensar no verdadeiro sentido da vida e nas antíteses cotidianas: pautar-se por preceitos religiosos ou seguir a lógica da sociedade do consumo, que só valoriza o acúmulo de bens, status e poder. É o que persegue o personagem de Brad Pitt, embora sua família seja bastante religiosa.
O personagem de Sean Penn, o filho mais velho da trama na fase adulta, vaga por cenários urbanos e paisagens surreais, como que procurando entender o sentido de sua existência. O que me parece mais um elemento de antítese do filme.
Em diversos momentos, “A Árvore da Vida” também é uma crônica cotidiana, embora repleta de entrelinhas, de um jovem casal: logo vêm os filhos, os quais, especialmente o mais velho, vivem o dilema de amar o pai e odiá-lo por sua rígida educação. Num momento adverso da vida, o personagem de Brad Pitt se questiona acerca de suas imposições enquanto pai.
Os personagens se reportam a Deus, mas a história utiliza elementos da teoria evolucionista, mais um aspecto díspare.
“A Árvore da Vida” concorre ao Oscar 2012 de melhor filme, fotografia e diretor.
Título original: (The Tree of Life)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: Terrence Malick
Atores: Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain, Fiona Shaw.
Duração: 138 min
Gênero: Drama
Status: Em cartaz





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