Boto Cor-de-Rosa – Campeão – Sairé 2008

Festival folclórico

O Colégio Dom Amando – um dos mais tradicionais de Santarém e que absorve boa parte dos filhos da elite do município - realizou o 36º Festival Folclórico durante a semana passada. Pel primeira vez, compareci ao evento, mais precisamente no sábado (23). O colégio engajou os alunos a reproduzir a realidade de comunidades rurais santarenas, ainda muito conhecidas apenas pela imprensa, mesmo pelos jovens amazônidas que vivem na zona urbana. Casas de palha, radiolas, imagens de santos, redes de pescar, poços artesianos e a religiosidade estavam entre os diversos elementos do cotidiano do cabloco. Tentei fazer uma galeria, mas, infelizmente, a internet não colabora. Resolvi postar, então, manualmente os links das fotos.

Reprodução das moradorias nas colônias santarenas
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Em casa de pescador, rede não falta
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Preparo da farinha de mandioca
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Beiju mole
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Peixe frito no fogo a lenha
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Radiola
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Novas gerações mantêm carimbó vivo na cultura popular paraense
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Amazonas, terraço e quintal

Casa no Amazonas

Casa no Amazonas

Para o resto do Brasil, esta cena chega a ser surreal. Como pode uma família morar dentro de um rio, ainda mais quando se trata do Amazonas? Realmente, é motivo de espanto e fascínio para quem não é nativo da Amazônia. Nas viagens que faço na região Oeste do Pará, esta cena é comum. Mais curioso ainda é saber que estas famílias não vivem tão “isoladas” do mundo. Como se observa, eles possuem energia elétrica – gerada por motor -, e até antena parabólica, ou seja, telejornais e novelas também fazem parte do cotidiano dos pescadores. É bom observar que nem sempre eles vivem sobre as águas do Amazonas. Isto ocorre durante metade do ano, no restante, o rio diminui de volume, quando “emerge” o solo.

Sabores

Saboreio galinha caipira com toque indigena

Saboreio galinha caipira com toque indígena

Está aí a galinha caipira que os nordestinos também tanto conhecem e apreciam. Mas um detalhe diferencia o prato: o jambu. Assim que o vi, primeiramente no tacacá – outro momento anexo foto -, perguntei: que mato é este? rs. Confesso que, visualmente, fica um pouco estranho na comida, mas tem um sabor agradável. Não arde e nem é amargo. Tem um gosto bem leve. Bom apetite!

Sabor amazônida

Pajiroba, bebida tipica amazônida

Pajiroba, bebida típica amazônida

Esta é a pajiroba, bebida extraída a partir da mandioca que possui teor alcoólico. Como se pode ver, tem a cor rosa. Você me perguntaria: “tem sabor de quê?”. Hum… Difícil explicar… Digamos que tem gosto de suco de fruta, talvez uma mistura leve de acerola com carambola. Para ficar com mais cara de Amazônia, tomamos numa cuia. Estas são bastante produzidas por comunidades tradicionais, ou seja, aquelas que vivem há séculos numa mesma região, extraindo de forma sustentável as riquezas que a natureza oferece.