Avó moderna das Havaianas é censurada na tv

É triste enxergar como o brasileiro ainda se comporta de forma retrógrada diante de situações que deveriam ser encaradas com maturidade. Foi censurado o criativo e bem-humorado comercial das Havaianas em que uma avó expressava uma visão moderna de relacionamento.

A exibição, que iniciou na tv, agora fica restrita à web. A polêmica se deu em virtude da personagem da avó aconselhar a neta a transar com o ator Cauã Reymond, em vez de pensar em casamento. Se tivéssemos famílias com diálogo aberto para o sexo, isto não acontecia.

As pessoas que reagiram contra o teor do comercial, certamente, “delegam” para as ruas e a escola a educação sexual de seus filhos. Mais: está enganado quem pensa que irá persistir eternamente o estereótipo da vovó alienada, apenas dedicada ao crochê e à cozinha.

Comercial original

A explicação da vovó à censura. Ao contrário do que os redatores escreveram para a personagem, a atitude não é democrática.

Projeto de assentamento une culinária e folclore em Festival do Tacacá

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Culinária e manifestações folclóricas paraenses. O swing e o tempero caboclos. A caminho da praia mais bela do Brasil – Alter do Chão, eleita pelo jornal britânico The Guardian -, santarenos e turistas têm a oportunidade de imergir um pouco mais na cultura amazônida. Pelo quarto ano, comunitários do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte se uniram para promover o Festival do Tacacá, que iniciou no sábado e encerra hoje (5).

O tacacá, comida típica do Estado do Pará, é servido em abundância pelos agricultores familiares. Ana Pedroso Peixoto, 65 anos, assentada do PAE Eixo Forte, expressa, nos traços do rosto e no dom de manipular a mandioca, uma tradição que remonta aos povos indígenas. É com prazer que ela transmite aos mais jovens da família os segredos da extração do tucupi. “Para ser um tucupi especial, tem de ser natural, sem misturas, tirado da mandioca pura, aí, ele vai mostrar sua qualidade”, revela. O líquido amarelado é a base do tacacá.

Para agradar o paladar dos visitantes, Dona Ana conta que começou a trabalhar quatro dias antes do festival, “apurando”, como ela mesma fala, o tucupi extraído da mandioca. “Eu comecei a preparar na terça-feira. Todos os dias, eu fervia. Hoje [sábado], pus todos os temperos para ele ficar bem gostoso”, lembra, sorridente.

Nas barracas ornamentadas de forma rústica, o tacacá ganhava as misturas que o complementam: a goma, obtida a partir da tapioca, o camarão e o jambu, uma erva. Servido quentinho, em cuias customizadas para o festival, o tacacá de São Braz provocava prazer em quem o provava.

Cultura viva

Enquanto degustava o tacacá, o público assistia aos jovens da comunidade exibirem a sensualidade e a alegria do carimbó. Já as candidatas a Rainha do Tacacá carregavam o talento das artesãs locais em roupas confeccionadas a partir de produtos da floresta.

O festival também marcou o resgate de uma manifestação artística que surgiu em São Braz em 1955: a dança do pelicano. Mesmo sob improviso, Irlando Corrêa Pedroso conduzia a performance. Sob as vestes de um sacaca, uma espécie de curandeiro, ele transmitia a mensagem de preservação ambiental ao defender o pelicano do ataque do homem.

Trabalho coletivo que dá resultado

O Festival do Tacacá, que já faz parte do calendário de eventos de Santarém, mobiliza e incentiva a produção da comunidade de São Braz, onde residem aproximadamente 150 famílias. “Além de integrar a comunidade, o objetivo é fazer com que as pessoas vivam do agroextrativismo, no caso, através da mandioca e de um de seus derivados, o tucupi. Divulgamos a nossa culinária e a produção agrícola e queremos permanecer na nossa terra, produzindo e colhendo”, afirma o coordenador do festival, Madson Costa.

O presidente do Conselho Comunitário de São Braz, Izenildo Pedroso, informa que a arrecadação obtida com o festival será empregada na melhoria de espaços sociais em São Braz.

Festival de Parintins 2009. Veja fotos. Garantido campeão!

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Ana Paula Padrão já aparece na Record

A Rede Record iniciou a divulgação da jornalista Ana Paula Padrão como apresentadora do “Jornal da Record”. Ela comandará o programa ao lado de Celso Freitas. A estreia acontece no dia 29 deste mês.

Entidades, jornalistas e acadêmicos condenam decisão do STF. Governo e Congresso também reagem

Ricardo Kotsho, jornalista
“O exercício do jornalismo agora virou uma terra sem lei. Acho que esta discussão deveria prosseguir para que alguma regra do jogo seja estabelecida, em defesa das empresas e dos profissionais sérios e, principalmente, dos cidadãos, do conjunto da sociedade”.
Portal Imprensa

Sérgio Murillo, presidente da Fenaj
“O exercício do jornalismo agora virou uma terra sem lei. Acho que esta discussão deveria prosseguir para que alguma regra do jogo seja estabelecida, em defesa das empresas e dos profissionais sérios e, principalmente, dos cidadãos, do conjunto da sociedade”.
Jornalistas da Web

Para OAB, Supremo errou ao acabar com exigência do diploma de jornalista

OAB-PE pede que Britto busque regulamentação da profissão de jornalista

Fim do diploma de jornalista: retrocesso profissional e político
Professor Luiz Gonzaga Motta. Jornalista e professor da UnB

O Congresso se manifesta

Deputado quer propor projeto de lei para regulamentar profissão de jornalista

Governo Federal quer manter o diploma

AGU pretende sugerir que exigência de diploma de jornalismo seja mantida em concursos