Câmara incentivará cidadão a criar aplicativos de interatividade na web

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que a Câmara vai promover concurso de aplicativos na web para a participação do cidadão nos trabalhos legislativos. A ideia do concurso é que os próprios cidadãos possam contribuir com sugestões para o portal e-Democracia. Ainda não há data prevista para o lançamento do concurso.

O anúncio foi feito no seminário “Participação Popular no Parlamento do Século 21”, promovido pela Comissão de Legislação Participativa, como parte das comemorações do aniversário de dez anos da comissão.

Paulo Pimenta, que propôs e coordena o seminário, anunciou também que, no dia 15 de junho, será lançada a nova versão do portal e-Democracia e uma comunidade virtual de combate às drogas. O ato de lançamento está previsto para as 14h30, no Salão Verde, e terá a participação do presidente da Câmara, Marco Maia.

Observatório da Web

No seminário de hoje, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Wagner Meira apresentou o portal Observatório da Web (http://www.observatorio.inweb.org.br), que aproveita as potencialidades da internet para divulgar e analisar informações consideradas importantes para o cidadão.

O portal é uma ferramenta gratuita dedicada ao monitoramento de fatos, eventos e entidades na rede mundial de computadores em tempo real. Três versões do Observatório da Web já foram construídas: Observatório da Dengue, Observatório das Eleições 2010 e Copa do Mundo de Futebol. “O objetivo do portal é transformar, em tempo real, grande volume de dados em informações”, explicou.

No caso das eleições, uma das ferramentas disponibilizadas era a “Análise de Sentimentos”, que classificava em positivas ou negativas as menções aos candidatos à Presidência na internet. A ferramenta também mostrava qual candidato os usuários do observatório apoiavam, a partir das suas intervenções na rede.

O portal também conta com uma ferramenta chamada “Análise de propagação”, que analisa como algumas notícias são propagadas durante as eleições. “O maior formador de opinião durante as eleições era o site humorístico Kibe Loco”, disse.

Fonte: Agência Câmara

“Ipad brasileiro” deve começar a ser produzido em julho

iPad with on display keyboard

Image via Wikipedia

Com produção nacional, Ipad tende a ampliar liderança no mercado brasileiro. Quem tem interesse em tablets, melhor esperar para comprar o seu.

“Em entrevista ao UOL, ministro da Ciência e Tecnologia diz que os tablets terão o mesmo tratamento que os notebooks, com isenção de vários impostos. Apesar do prazo ser curto, a produção do iPad no Brasil começará em julho. É o que afirmou ontem (9/5) o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, em entrevista ao UOL Tecnologia.

Segundo ele, os tablets terão os mesmos incentivos fiscais que são concedidos aos notebooks. Com isso, será possível baixar o preço desses equipamentos. “Ao longo das próximas semanas, essa questão [da isenção fiscal] estará resolvida”, declarou ele ao UOL.

De acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), como é importado, o aparelho da Apple paga todos os impostos atualmente: IPI (15%), Imposto de Importação (12%), ICMS (12%) e PIS/Cofins (9,25%). Se mudar sua classificação para computador e for realmente produzido no Brasil, o tablet terá desconto de cerca de 30%, com o PIS/Cofins sendo isento, o Imposto de Importação caindo para 10% e o IPI sendo alterado para 3% (redução de cerca de 80%), enquanto o ICMS deve ser mantido em 12%. A estimativa dos analistas de mercado é de que o ‘iPad brasileiro’ custe menos de 1 mil reais.”

Fonte: IDG Now

Propmark – ANJ discorda de regras da Apple na venda de conteúdo para Ipad

Nota do blogueiro

Esta é uma discussão bastante atual. Isso porque continua crescente a audiência e a influência da web e surgem novos dispositivos – e móveis – que ampliam o interesse do público pelo consumo de conteúdo digital. As publicações impressas, interessadas em obter formas alternativas de renda e se firmarem nesse novo contexto da mídia, têm elaborado aplicativos que lhes permitem vender conteúdo. A loja de aplicativos da Apple, Itunes, é a preferida do momento. A explicação é óbvia: o Ipad é, disparado, o tablet mais vendido no mundo. Entretanto, o avanço de marcas concorrentes, que têm optado pelo sistema operacional do Google, o Android, pode dar novos rumos ao mercado.

Enquanto o Android não obtém um pedaço significativo do mercado, o sucesso do tablet da Apple se sustenta na loja de aplicativos que o serve.

Exemplos de publicações brasileiras disponíveis na loja Android Market.

Revista Istoé
Istoé Dinheiro
Revista Época
Revista Veja

Exemplos de publicações brasileiras disponíveis na Apple appstore
O Globo
Folha de São Paulo
Auto Esporte
Istoé Dinheiro
Revista Galileu
Revista Época
Revista Veja

Veja entrevista com a presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Judith Brito, sobre a venda de conteúdo para Ipad. Fonte: site Propmark.

Por que a ANJ não concorda com a Apple em relação ao iPad?

- A posição da ANJ, e de praticamente todos os produtores de conteúdo no mundo, não se refere ao equipamento físico, ao “tablet” conhecido como iPad. O problema está na loja da Apple, por onde é preciso passar para baixar os aplicativos, gratuitos ou pagos, e também está nas condições impostas por esta loja para a comercialização das edições pagas.

Qual o pomo da discórdia?

- Pelo enorme sucesso de vendas do iPad, a Apple se considera capaz de impor condições aos jornais e produtores de conteúdo em geral. Não está claro se essas condições são as mesmas para todos, mas, ao que parece, a Apple cobra 30% de comissão sobre todas as transações e não permite a venda, dentro do aplicativo, de outros produtos do veículo. Além disso, a Apple exige que o comprador dê uma autorização para que ela repasse ao veículo os dados cadastrais deste mesmo comprador enquanto ela, obviamente, fica de posse destes dados.

Jornais brasileiros e europeus entendem que iPad é uma plataforma de distribuição?

- Sem dúvida o iPad é uma plataforma de distribuição. Junto com as dezenas de “tablets” que estão sendo lançados no mundo, serão utilizados por todos os produtores de conteúdo hoje impressos. A mobilidade que esses aparelhos permitem e sua “interface” amigável com o usuário são seus grandes diferenciais em relação às alternativas existentes.

Essa exigência inviabiliza o relacionamento dos jornais com o equipamento da Apple?

- Não inviabiliza, tanto que há muitas opções oferecidas aos usuários. Haverá produtores de conteúdo que irão aceitar as condições da Apple. No entanto, as grandes marcas mundiais dificilmente aceitarão tais limitações. A curto prazo, a Apple tem como bancar a queda de braço com os produtores. Mas a concorrência certamente obrigará a Apple a flexibilizar suas condições técnicas e comerciais. Virá a concorrência de “tablets” com outros sistemas operacionais, como o Android e o Windows 7, e o aparecimento de outras lojas. Veja o lançamento recente da loja da Amazon para dispositivos móveis Android. Isso sem falar das ações judiciais contra a Apple que começam a acontecer em alguns países.

Esse problema atinge outros tablets ou só o iPad?

- O problema não é do equipamento e sim da loja que comercializa o aplicativo. Se um veículo optar por utilizar um “site” ao invés de um aplicativo, ele poderá estar presente no iPad ou qualquer outro dispositivo móvel sem passar por qualquer loja.

Como deve ser o modelo?

- Não haverá um modelo único. Os produtores negociarão com as lojas – exclusivas de determinado equipamento ou não – as condições mais adequadas para seu caso. Haverá condições diferentes, dependendo de volumes de vendas de edições e assinaturas.

E como fica a questão da publicidade? Como é a divisão entre jornais e iPad?

- Não é lógica a tentativa de participação das lojas na veiculação comercial, assim como as bancas de jornais não participam da veiculação de jornais e revistas. Dificilmente um modelo com este vai prevalecer, pois, o que um grupo de comunicação cobra por um anúncio é impossível de ser controlado.

Estreia 1º jornal brasileiro exclusivo para Ipad

A Editora 247, dos jornalistas Leonardo Attuch e Joaquim Castanheira, lançou nesta segunda-feira (14/3) um jornal criado especialmente para o iPad, o Brasil247. O veículo é gratuito e além de articulistas e da redação, formada por 20 pessoas, recebe colaboração de leitores.

“O jornal americano Daily nos deu a certeza de que estávamos no caminho certo”, diz Attuch, ao lembrar do primeiro jornal para iPad no mundo, do grupo News Corporation, lançado no último mês. No entanto, o conteúdo do veículo de Rupert Murdoch é pago.

Formato exclusivo

Joaquim Castanheira explica que o jornal não copia o formato dos veículos impressos, mas é feito exclusivamente para tablets. O vídeo é um recurso que será usado bastante, além de outros tipos de conteúdo. “O Brasil247 não é uma adaptação de uma edição impressa. Ele foi criado especialmente para explorar os recursos tecnológicos disponíveis na plataforma iPad”.

O novo jornal já pode ser acessado pela loja da Apple (aplicativo Brasil247 e Revista Oasis) ou pela internet: www.brasil247.com.br.

Matéria completa no site Comunique-se.

Leitura e receita publicitária on-line superam jornais em papel nos EUA

Segundo o levantamento “State of the News Media”, o faturamento da publicidade on-line nos EUA superou a receita com anúncios de jornais impressos.

O estudo também constatou que mais pessoas, 46% dos norte-americanos entrevistados, disseram obter notícias on-line pelo menos três vezes por semana, ante 40% que disseram obter notícias dos jornais em papel e dos sites a estes associados.

A receita publicitária dos jornais caiu 46% em quatro anos, e ficou em US$ 22,8 bilhões em 2010, com US$ 3 bilhões adicionais em receita publicitária on-line, de acordo com o relatório.

Enquanto isso, a receita publicitária dos sites de notícias foi de US$ 25,8 bilhões em 2010, afirma o relatório, mencionando dados do grupo de pesquisa eMarketer.

“Um desafio para as organizações noticiosas é que boa parte dessas verbas publicitárias online, 48%, está relacionada à publicidade vinculada a buscas, e proporção pequena delas se destina às notícias”, diz o estudo.

Matéria completa no portal da Folha

El País reflete sobre o presente e o futuro do jornalismo

“A forma como, quem, onde e quando não estão mais tão claras. Queremos abrir um debate sobre o presente eo futuro do jornalismo e as novas tendências, conteúdo, tecnologia, mídia e modelos de negócios”.  Esta é a descrição do propósito – bem atual e pertinente – do blog lançado pelo jornal espanhol El País.

Nota do blogueiro

Com a expansão do acesso e as novas formas de uso da internet, a imprensa se vê num cenário em que não mais detém o monopólio da informação. Quem antes só consumia, hoje opina, produz conteúdo, é encontrado pelo Google e provoca buzz, embora a veracidade e a qualidade da informação destas novas vozes seja, em muitos momentos, questionada.  Mas a própria imprensa também se vê na berlinda em razão da linha editorial e essas novas vozes da internet – o cidadão comum que faz emergir a era many to many – publicam a contrainformação, um recorte da realidade diferente da mídia tradicional e que encontra seus nichos de consumo.

Vieram as ferramentas on e offline que facilitavam a construção e publicação de sites, como o Geocities e o Front Page, os blogs e agora as mídias/redes sociais, que proliferam conteúdo difícil de dimensionar e monitorar, dado o volume. Além dos cidadãos/consumidores, as organizações e empresas também se inserem neste novo cenário, em que a mídia tradicional já não é o único caminho de mediação com o público. Elas passaram a se relacionar diretamente com seus stakeholders através de seus sites e blogs corporativos e seus perfis em mídias/redes sociais, obtendo retorno imediato e relevante a baixo custo.

A produção e o consumo de informação mudaram radicalmente, em especial, na entrada dos anos 2000 e isto, sem dúvida, suscita repensar o papel e posicionamento da imprensa e dos jornalistas frente ao público na sociedade contemporânea, que vive on e exige participação na definição do conteúdo e da agenda midiática.

A meu ver, a busca pela densidade, diversidade e qualidade da informação, bem apurada e pautada em parâmetros éticos, é um desafio ainda mais atual para a imprensa se diferenciar do cidadão comum – consumidor/produtor de conteúdo na web. A co-criação do conteúdo e o diálogo constante com a sociedade também se tornam fatores de legitimação do jornalismo.

Dica: Jornalista da Web