Floresta “esconde” histórias dramáticas

42 anos de anonimato

42 anos de anonimato

Na última viagem que fiz, pude conhecer alguns personagens que possuem um histórico de exclusão. Na foto acima, creio que está o caso mais impressionante. Dona Maria de Fátima Alves é moradora da comunidade Fé em Deus, na Gleba Nova Olinda, Oeste do Pará. Tímida, ela acompanhava o marido, Anastácio Alves Santos, 57 anos, para o recebimento das certidões de nascimento de oito filhos, dos quais, três já estão na maioridade. Mas não só. Dona Maria recebia a própria certidão de nascimento. E somente após 42 anos de vida. Uma mulher, até então, anônima na floresta, como tantas outras que são público-alvo do Programa de Documentação ora empreendido pelo Incra e pelo MDA. O primeiro documento, entretanto, abre portas e o interesse pelo exercício da cidadania. “Agora, vou buscar os outros documentos”, disse Dona Maria, que nunca votou e nem freqüentou os bancos escolares.

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Cadê o papel social de uma universidade pública?

Geovan. Burocracia que mantém a exclusão

Geovan. Burocracia que mantém a exclusão

Tomei um susto quando, hoje pela manhã, assistindo ao “Fala Brasil”, da Record, vi uma entrevista com uma pessoa que era onipresente na Universidade Federal do Piauí (UFPI), na época em que eu cursava Jornalismo. Trata-se de Geovan de Sousa Araújo. Ele era sempre visto pelos corredores e pela biblioteca do campus da instituição em Teresina. E agora aparece com uma história que comove e revolta. Segundo a imprensa nacional noticia, Geovan vivia como morador de rua no Rio Grande do Sul, onde prestou vestivular na UFRS para o curso de Matemática. Depois de 19 anos de tentativas frustadas, foi aprovado, mas não conseguiu a matrícula. Por que? Não conseguiu o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, embora tenha apresentado documento referente ao Ensino Médio. Ainda assim, a UFRS recusou a matrícula dele. Quer dizer… Em vez da instituição aproveitar o momento até para promover uma história de superação, preferiu manter o conterrâneo piauiense na exclusão.

Diz Geovane que solicitou a segunda via do certificado de conclusão do Ensino Fundamental, mas que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Piauí não teria fornecido até o momento. Gostaria até de ver os colegas jornalistas do Piauí repercutirem o caso. Confirmada a versão de Geovane, mais um ente público que atrapalha o desfecho bem-sucedido da história.

Clique AQUI e veja a opinião de internautas no orkut.

Foto: Fernando Gomes/Zero Hora/Agência RBS)

Singela diversão

O sorriso de uma criança é algo que sempre nos cativa e renova. E nem é preciso muito para captar tal momento. No fantástico mundo da imaginação pueril, pequenas coisas representam grandes “viagens”. Este garoto mora no Projeto de Assentamento Mojú I e II, em Santarém (PA).

Singela diversão

Singela diversão

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Estudantes, violência gratuita e Youtube

Jovens criam rotina de violência no Pará

Jovens criam rotina de violência no Pará

A TV Globo flagrou uma cena – clique aqui e veja o vídeo – que tem se tornado comum em Belém (PA): a briga entre jovens estudantes dos ensinos Fundamental e Médio. Eles têm criado uma rotina de violência que espanta e questiona o papel da família, afinal, que valores e objetivos movem estes jovens? Hoje, muitos pais relegam à televisão e às escolas o papel de educar os filhos, além de não estabelecerem limites. O resultado se vê nas ruas.


Youtube dissemina violência

Há menos de um mês, salvo engano, o Jornal Hoje havia exibido uma matéria sobre a postagem de um vídeo no Youtube que mostrava o confronto entre duas jovens, também no Pará. Isto, a meu ver, é uma amostra do lado ruim da globalização. Os modismos se espalham rapidamente, mesmo aqueles que são desprovidos de qualquer racionalidade. Os jovens brasileiros começam a imitar adolescentes americanos, que têm usado o Youtube para disseminar esta prática inconseqüente.

Comportamento deste tipo também nos remete à discussão acerca do conteúdo da web e do controle – algo difícil de se pôr em prática – de postagem.

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Delinqüência juvenil

Até onde vai a perversão humana? E por que cada vez mais precoce? Dois jovens, um de 15 e outro de 12, aparentemente normais, planejaram e executaram o seqüetro de uma criança de 11 anos. E não é notícia de gringo. O fato ocorreu no Brasil. Dormi espatando com mais esta barbaridade. Veja mais no site do Jornal da Globo.