Editora Pão e Rosas
Dênis de Moraes (organizador)
O compromisso essencial deste livro é analisar mutações de uma época de comunicação generalizada e em rede, na qual a vida social, as mentalidades, os valores e os processos culturais parecem definitivamente vinculados a telas, monitores e ambientes virtuais, sob o imperativo da cultura tecnológica e da midiatização.
Para enfrentar este quadro desafiador, Dênis de Moraes reúne um elenco de intelectuais que se destacam internacionalmente no exame de perspectivas, contradições e dilemas na órbita da multiplicação de canais, redes, sistemas, plataformas, circuitos infoeletrônicos, suportes e dispositivos.
O livro oferece um conjunto de reflexões sobre temas que aguardavam por análises aprofundadas, tais como: modelos de mediação na interseção da comunicação de massa com a comunicação em rede; os condicionantes da geração de conteúdos no capitalismo tecnológico; a incessante circulação de informações, saberes e entretenimentos em condições desiguais de acesso, assimilação e resposta; formas de hegemonia e contra-hegemonia que se defrontam na arena simbólica; concentração monopólica nos setores infocomunicacionais e o requisito da regulação pública; estratégias midiatizadas de celebração e consagração no campo jornalístico; ideologia e representação simbólica no ciberespaço; realinhamentos culturais e educativos nas redes planetárias; e fronteiras de sociabilidade e criatividade no entorno digital.
No prefácio, o cientista político Marco Aurélio Nogueira assim avalia a obra: “Mutações do visível traduz com competência os desafios que o mundo atual está experimentando no estratégico e sempre mais central setor da comunicação e da informação. Há nele uma combinação bem-sucedida de enfoques distintos que buscam convergir para uma mesma zona de embate crítico. São reflexões que privilegiam o que existe de protagonismo da mídia sem descuidar das disputas de sentido e das lutas por hegemonia que atravessam o campo da comunicação. Essa é sua força, e nisso repousa sua enorme utilidade.”
» Da comunicação em massa à comunicação em rede: modelos comunicacionais e a sociedade de informação Gustavo Cardoso
» Midiatização e produção tecnológico-simbólica no capitalismo contemporâneo Valério Cruz Brittos
» Gramsci e as mutações do visível: comunicação e hegemonia no tempo presente Dênis de Moraes
» Transformações do campo jornalístico na sociedade midiatizada: as estratégias de celebração e consagração Antônio Fausto Neto
» Mutações na superfície e mudanças estruturais: América Latina no Parnaso informacional Martín Becerra
» A questão das tecnologias de comunicação: novas perspectivas Bernard Miège
» Criatividade, inovação e cultura digital: um mapa de suas interações Manuel Castells
» É possível uma estética das tecnologias da comunicação? Lorenzo Vilches
» Convergência digital e diversidade cultural Jesús Martín-Barbero
Fonte: Editora Pão e Rosas

Não deveria meter o meu nariz xereta nesta página, porque repleta de citações acadêmicas, costurada com técnica teórica, arrematada com postulação científica da matéria. Estou aqui, como um frustrado candidato a jornalista. Eu gostaria de sê-lo, mas as circunstâncias da própria vida, o destino ou seus rumos, inviabilizaram a idéia. Não tenho qualquer formatura, muito menos a de jornalista que agora está sub-judice no país. Também não sou versado nos meandros técnicos da profissão. Estou mais para um escritor de cartas ou comentarista subcompetente. Fato é que todo deveriam gostar de ler, ouvir, ver notícias e passar adiante, como também escrever, postar e falar notícias, no dia-a-dia de hoje que oferece inúmeros modos de comunicação. Tudo é derivado da perspectiva a partir de onde o autor se posicionou para observar os fatos ou por ele criada para apresentar estes fatos a outrem. Daí por diante, a imaginação é a ferramenta de trabalho e a conduta no discorrer, com conhecimento da gramática, sintaxe, léxica, pontuação etc tem a obrigação de concluir, a contento, o relato desejado. Fica ainda, por expectativa, a interpretação que será dada pelos leitores. Eu divirto-me, lendo ou escrevendo. É um apaixonante esporte e ao mesmo tempo um exercício mental. De parabéns, os que escrevem bem. De parabéns os que leem e interpretam exatmente o que o autor quiz dizer. De resto, a mediocridade, de quem escreve e de quem interpreta…
Obrigado pela excelente dica.