FGV propõe ao Senado distinção entre jornalismo legislativo e comunicação institucional

Ainda sob análise nas mesas e nos corredores da Casa, a proposta de reestruturação administrativa e orgânica do Senado prevê uma inovação na política de comunicação social da instituição. Pela primeira vez, um documento oficial, na forma de um pré-projeto de Resolução produzido pela Fundação Getúlio Vargas, faz uma clara distinção entre a comunicação institucional e o jornalismo legislativo, ou seja, a cobertura jornalística feita pelos veículos de comunicação de massa geridos pela própria instituição.

Ao se definirem parâmetros que devem ser aprovados pela maioria dos senadores, em plenário, testifica-se um avanço significativo no sentido do uso republicano da mídia legislativa. E isto é ainda mais importante uma vez que o Senado é historicamente visto como referência para as demais esferas do Poder Legislativo, em termos de políticas de comunicação social que buscam incrementar a transparência do Parlamento perante a sociedade.

É de se destacar que, no final das contas, a proposta acaba indicando alguns critérios de noticiabilidade, uma vez que a atividade dos jornalistas ficará formalmente enquadrada, conforme os princípios que devem nortear a cobertura pela mídia legislativa do Senado dos trabalhos da casa e dos fatos que envolvem a atividade político-parlamentar em geral.

Conheça alguns pontos da proposta no Observatório da Imprensa.

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