Sobre o comunicador moderno recaem a cada dia mais exigências para trafegar em um mundo complexo. Educação e atuação transdisciplinares impõem-se principalmente no ambiente empresarial. Para o jornalista e antropólogo Rodolfo Guttilla, diretor de assuntos corporativos da Natura, um dos principais papéis de quem trabalha no segmento de comunicação é ser um ‘administrador do simbólico’.
“Hoje, esse profissional é chamado a opinar sobre questões que transcendem o campo da comunicação. Isso quer dizer que ele tem de lidar com repertórios das ciências humanas e de outras disciplinas, ou seja, ele tem de ser um iluminista”, afirma.
Na entrevista a seguir, Guttilla fala sobre como deve se comportar o profissional de comunicação dos dias de hoje.
Nós da Comunicação – Qual o perfil do comunicador moderno?
Rodolfo Guttilla – O ambiente corporativo é pautado por uma lógica um pouco diferente da encontrada no ambiente acadêmico. O que a gente nota é que o comunicador hoje exerce um papel menos operacional e técnico e mais da administração do simbólico. O que significa isso? Procurar fazer com que toda ação de comunicação seja voltada para o consumidor ou para o formador de opinião e remeta aos valores da marca ou para o que a organização representa. Esse administrador do simbólico pode ser um comunicador da área de relações públicas, um publicitário, um jornalista ou alguém de marketing – até desejável – mas não tem somente esse perfil.
Leia a entrevista completa em Nós da Comunicação.