Vida simples – É tudo vaidade

“Vida Simples” é uma publicação para aqueles dias de descanso e abstinência do cotidiano: pautas que instigam reflexões sobre comportamento e estilo de vida; layout que inspira uma gostosa leitura, explorando os espaços em branco. Na penúltima edição, destaco as seguintes matérias:

“Eu, Você, Nós 2″

” (…) nossos camaradinhas nos garantem um aconchego intelectual. O amor é diferente. Diz respeito à necessidade de ter de volta o colo materno, uma referência que fica registrada em nosso subconsciente”.

“Antes de entrar numa relação, cada um deve ter em mente em que pé está sua autoestima – que, para o psiquiatra, equivale a um juízo de valor, e não a um sentimento”.

“(…) quando um casal prioriza o respeito às singularidades, a dependência emocional dá lugar à amizade, ao erotismo e aos planos em comum, construídos pelo olhar que cada um lança na relação”.

Alan Wallace, O cientista da consciência

“(…) ao experimentar outros níveis de consciência, você se torna muito menos dependente do externo para ser feliz. Fama, sucesso, beleza e riqueza material diminuem de importância de forma absolutamente natural. Outras qualidades emergem: amor, compaixão, satisfação e pacificação internas, as verdadeiras causas da felicidade mais perene”.

“Os praticantes de meditação foram capazes de atingir o grau supremo de realidade que transcende o espaço, o tempo e os conceitos. Esse é o nível primordial da consciência, a fonte de toda virtude e felicidade genuínas, que é conhecido como Deus”.

“A experiência contemplativa fornece um elo entre a ciência e a espiritualidade”.

As mágoas vão rolar

“Eu diria que é improvável cruzar a vida sem prejudicar e ser prejudicado, magoar e ser magoado, decepcionar e ser decepcionado”.

“(…) o perdão verdadeiro é difícil de ser praticado”.

“Perdoar é o ato de libertar o outro da culpa, mas é mais que isso. (…) É um ato de grandeza de espírito, que representa, acima de tudo, uma doação”.

“Através do perdão a pessoa doa o que há de melhor em si mesma – a compreensão, a compaixão e a esperança”.

“Antes de perdoar com as palavras, é necessário perdoar com a mente e com o coração, senão o efeito não é o mesmo, fica pela metade, vira falsidade. É preciso coragem para perdoar de verdade”.

“Sempre que possível escolham o perdão. Sempre que necessário escolham a justiça”.

“(…) sem considerar a justiça, o perdão é obsceno; sem contemplar o perdão, a justiça é malévola; afinal, a justiça é uma necessidade, o perdão, uma possibilidade”.

O refúgio

“(…) o conceito de casa como conhecemos hoje surgiu no Império Romano, com as construções de madeira e barro, bastante semelhantes às cabanas e choupanas”.

“(…) o romano Marcos Vitrúvio foi o primeiro a teorizar sobre a essência da casa”.

“O filósofo Alain de Botton nos dá a pista. No livro A Arquitetura da Felicidade, defende que o lar reflete nossa personalidade, é ele o guardião da nossa identidade. É dentro da nossa própria morada que podemos vivenciar todas as nossas convicções, reafirmar nossos valores, ratificar nossos pontos de vista. Enfim, sermos nós mesmos”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s