Este é o novo ”Terras do Tapajós”, jornal – com cara de revista – que produzo para a Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará. Nas últimas edições, estava testando algumas mudanças, mas não havia chegado ao formato que desejava. Como não é possível parar somente para pesquisar a elaboração de um layout, em virtude da limitação de pessoal, o leitor acabou acompanhando esse processo de transformação.
Na concepção geral, a intenção é transmitir a sensação de leveza, em todos os sentidos: na disposição e captação das imagens e na redação e edição dos textos. Essa é a proposta, algo a ser perseguido. É um desafio, ainda mais quando uma única pessoa participa de todos os processos.
Mudamos a tipologia. Passei alguns dias, pacientemente, fuçando num DVD que contém 1gb de fontes. Tarefa complicada. É como se você entrasse num shopping onde só houvesse perfumarias e quisesse escolher a mais gostosa fragância. Salvo engano, optei por usar cinco tipos de fontes.
Nova logomarca. Não sou publicitário, mas meti a cara para pensar numa logomarca. Em destaque, agora aparece o “T” – de “Terras” e de “Tapajós” – dentro de uma caixa, cujo fundo contém a logomarca do Incra replicada, em transparência.
Embora o “Terras do Tapajós” fuja do hard news, a intenção de dispor a logo do Incra replicada e na diagnonal é transmitir a dinâmica própria do Jornalismo.
Cores. A paleta de cores continua praticamente a mesma. O verde predomina, mas o preto aparece com mais frequência, como elemento de destaque.
Papel. A proposta, a partir de agora, é trabalharmos com o papel reciclado, nossa humilde contribuição, enquanto organização, de aderir a princípios como o da sustentabilidade.
Inicialmente, imaginava que a tonalidade do papel reciclado iria forçar a alteração da paleta de cores da tipologia, mas, impresso o jornal, vi que não era necessário. Além disso, o papel reciclado deu uma beleza rústica à publicação.
O cuidado maior que devo ter é com as imagens, seja na captura, seja na edição. Imagens escuras não rendem bom resultado na impressão em papel reciclado.
Linha editorial. O ideal a ser perseguido é inserir o assentado como protagonista. As notícias institucionais continuarão a ter seu espaço, mas o foco principal é o nosso público-alvo: o cliente de reforma agrária. Os gestores serão citados como complemento e não como o destaque das matérias. Assim deve ser pautada a Comunicação Pública.
Selo. Estreamos um selo, o “Terra para Viver e Produzir”, que aparecerá em matérias que abordem, em destaque, a produção e a geração de renda nos assentamentos. Este selo, provavelmente, será reformulado. Não houve tempo para eu construir um outro de caráter mais profissional.
Imagens. Elas passam a ser dispostas com cantos arrendados – dois ou quatro. Formas completamente redondas também passam a ser utilizadas. Texto e imagens têm, literalmente, uma ligação. Traços foram inseridos para conectar a foto com a referência no texto.
Uso dos espaços em branco. A pessoa que executou a proposta deste projeto gráfico estranhou os espaços em branco. Embora ainda pouco usados, não chegam a ser uma novidade. Revistas com design contemporâneo e alguns jornais brasileiros, como o Correio Braziliense, utilizam os espaços em branco, que a meu ver, ajudam o leitor a focar a atenção no essencial.
A tendência é escrever textos mais enxutos, facilitando o uso dos espaços em brancos. Isto, entretanto, não será uma camisa de força.
Público-alvo. Sindicatos dos Trabalhadores Rurais; gestores públicos; Organizações Não-Governamentais; e instituições de controle.
Para os assentados, o desafio da ASCOM nas Superintendências do Incra, em qualquer lugar do país, é usar o rádio.
LEITURA
Durante o processo de elaboração deste novo layout, li este livro, Fundamentos de Design Criativo, que me ajudou a consolidar informações sobre design gráfico. Bastante ilustrado. Entretanto, para quem procura mais texto que imagem esta não é a melhor opção.
O site de conteúdo colaborativo Issuu também é uma boa fonte de pesquisa.





