
Geovan. Burocracia que mantém a exclusão
Tomei um susto quando, hoje pela manhã, assistindo ao “Fala Brasil”, da Record, vi uma entrevista com uma pessoa que era onipresente na Universidade Federal do Piauí (UFPI), na época em que eu cursava Jornalismo. Trata-se de Geovan de Sousa Araújo. Ele era sempre visto pelos corredores e pela biblioteca do campus da instituição em Teresina. E agora aparece com uma história que comove e revolta. Segundo a imprensa nacional noticia, Geovan vivia como morador de rua no Rio Grande do Sul, onde prestou vestivular na UFRS para o curso de Matemática. Depois de 19 anos de tentativas frustadas, foi aprovado, mas não conseguiu a matrícula. Por que? Não conseguiu o comprovante de conclusão do Ensino Fundamental, embora tenha apresentado documento referente ao Ensino Médio. Ainda assim, a UFRS recusou a matrícula dele. Quer dizer… Em vez da instituição aproveitar o momento até para promover uma história de superação, preferiu manter o conterrâneo piauiense na exclusão.
Diz Geovane que solicitou a segunda via do certificado de conclusão do Ensino Fundamental, mas que a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Piauí não teria fornecido até o momento. Gostaria até de ver os colegas jornalistas do Piauí repercutirem o caso. Confirmada a versão de Geovane, mais um ente público que atrapalha o desfecho bem-sucedido da história.
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