Cinema em casa – Invasion, Jericho e Quinta Geração

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Feriadão de séries americanas. Resolvi arriscar em produções que eu desconhecia. Sabe quando você chega à locadora sem referências e escolhe os dvd’s pela capa e pela sinopse – suspeita – do verso? Foi assim que levei para casa “Invasion”, “Jericho” e “Quinta Geração”. Comecei por esta última série, mas não assisti nem ao primeiro episódio completo. De cara, locações, efeitos e texto não me agradaram.

“Invasion”, que é exibida nas madrugadas pelo SBT, tem padrão de qualidade bem melhor. Aborda um tema que, embora não seja novo e chega a parecer ridículo quando pautado pela imprensa, desperta-me a curiosidade na ficção: forças sobrenaturais que causam pânico nos seres humanos. O primeiro dvd da série, que contém quatro episódios, insinua, mas não ainda não revela que tipo de criatura está mudando o cotidiano de uma pequena e pacata cidade americana.

Um acidente envolvendo uma aeronave das Forças Armadas dos Estados Unidos, derrubada durante um furacão, é o gancho de “Invasion”. Até que os destroços sejam encontrados, a população vive a tensão de um outro fenômeno da natureza que provoca destruição e, aos poucos, traz consigo novos seres aos lagos da região e uma doença contagiosa e letal.

“Jericho” também segue na linha de uma cidade do interior dos Estados Unidos atingida por algo inesperado e misterioso. Na semelhança também o fato de o primeiro dvd provocar dúvidas acerca do que está acontecendo. A principal diferença reside no fato de que os primeiros episódios de “Jericho” trabalham com uma suspeita mais real e contemporânea: um ataque terrorista de grande proporção, com o uso de bombas atômicas, oriundas de países rivais, como Coréia do Norte e China. O desenrolar da trama, porém, pode surpreender.

Tanto “Invasion” quanto “Jericho” causaram-me interesse em assistir aos demais episódios.

Recepção inusitada

Recepção "caliente" de hotel em Alenquer (PA)

Recepção "caliente" de hotel em Alenquer (PA)

Causou-me espécie – diria um estudante de Direito – o calendário posto na recepção de um hotel localizado no Município de Alenquer, Oeste do Pará. A mim não provocou constrangimento, mas imagina uma criança adentrando ao local? Digamos que há outros locais mais apropriados ou estereotipados para a exibição de um calendário deste tipo, como oficinas ou borracharias.

Anapu homenageia Dorothy

Post atualizado às 14h30-14/02/09

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Estive em Anapu ontem (12). Na oportunidade, distribuí o “Terras do Tapajós, Especial Anapu”. Segue relato da programação em homenagem a Dorothy Stang.

“A terra é fonte de vida para o povo de Deus”. Com esta frase, precedida de imagens da floresta, Dorothy Stang abre o documentário que traça os episódios mais dramáticos da luta que era empreendida por ela no interior da Amazônia. Intitulado “Mataram Irmã Dorothy”, a produção foi exibida ontem (12), no Município de Anapu, a religiosos, assentados, imprensa, membros do Incra, do Ibama, do Governo do Estado, do Ministério Público Federal (MPF) e do Poder Público local.

O evento fazia parte da programação que lembrava os quatro anos da morte da missionária, brutalmente assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005. O crime ocorreu dentro do lote 55, incorporado ao PDS Anapu I (Esperança), projeto que Dorothy lutou para criar e implantar. Uma das irmãs da Congregação da Igreja Católica em Anapu lembrava ser muito forte e simbólica a imagem do sangue de Dorothy naquelas terras e que, apesar do episódio fatídico, restava a esperança. A esperança a que fazia menção é a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável que promova a inclusão dos pequenos agricultores e a paz no campo.

O documentário registra as primeiras impressões que as pessoas mais próximas a Dorothy faziam do assassinato, como David Stang, irmão dela, também engajado em causas sociais. A produção flagra o emocionante momento em que David recolhia os objetos pessoais de Dorothy, lembrava da família e da vida missionária que ambos planejavam. O espectador segue acompanhando a repercussão do caso na mídia; as opiniões de quem se opunha aos ideais da missionária; a tentativa frustrada de federalização do crime; a atuação dos advogados de defesa dos acusados; do Ministério Público, nos âmbitos estadual e federal; e do Governo brasileiro. Trechos editados de um dos julgamentos mostravam a tensão no embate de versões e a reviravolta em depoimentos.

Terras do Tapajós – Especial Anapu

Capa do "Terras do Tapajós", Especial Anapu

Capa do "Terras do Tapajós", Especial Anapu

Meu 17º filho (rs) nasceu hoje. Estou colocando nas ruas (rs) mais uma edição do boletim impresso que produzo para o órgão onde trabalho. E tenho um carinho especial por este jornal. Dá um trabalhão produzi-lo. Sem falar que diminui o vácuo da informação em se tratando de ações de reforma agrária e regularização fundiária no Oeste do Pará. Atinge formadores de opinião.

O “Terras do Tapajós”, Especial Anapu, foi concebido tendo em vista os quatros anos do assassinato da misssionária americana Dorothy Stang,  crime ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2005. Como é notório, a irmã defendeu a bandeira da reforma agrária, que é atribuição do Incra. Para “casar” o momento, que sempre enseja a cobertura da imprensa, homenagens e a avaliação do movimento social acerca do que se evoluiu, decidi produzir esta edição especial. Creio que ajuda no debate e posiciona melhor o Incra perante a sociedade.

Link útil – Comunicação e Gestão Pública

Pelo pouco que pude ver, já deu pra sentir que o blog IGovSaber, do Governo do Estado de São Paulo, será uma interessante fonte de consulta para quem pesquisa ou é curioso sobre assuntos como Comunicação, Gestão Pública e do Conhecimento, conteúdo colaborativo e as ferramentas da web 2.0. Li, gostei, indico e já insiro em RSS neste blog.

Incra empossa novo chefe de Unidade no Pará

Estive ontem (5) em Monte Alegre (PA). Missão: cobrir a posse de um novo gestor no município. Atendemos a imprensa no local do evento e visitamos a rádio Mirante, a pedido de um dos apresentadores do programa “Patrulhão”. Para nós que trabalhamos com um público que vive na zona rural, o veículo rádio, sem desprezar os demais, é bastante interessante.

Luciano Brunet e Daniel Simeoni em entrevista

Luciano Brunet e Daniel Simeoni em entrevista

A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Santarém, que atua no Oeste do Pará, empossou, em ato solene público realizado ontem (5), o novo chefe da Unidade Avançada em Monte Alegre (PA). Trata-se de Daniel Simeoni de Oliveira, que substitui Cleomar Luís Rodrigues da Silva, exonerado, a pedido, da função.

A solenidade foi prestigiada por representantes das Prefeituras, dos movimentos sociais e de órgãos federais e estaduais da área de jurisdição da Unidade Avançada, que atua nos Municípios de Monte Alegre, Alenquer, Curuá e Prainha, onde existem 49 projetos de assentamentos.

Um dos principais desafios destacados por Daniel Simeoni é a obtenção de licenças ambientais para os assentamentos que se encontram interditados judicialmente, com vistas a regularizar a situação dos projetos.

Recursos

Para este ano, após o período chuvoso, está previsto o início da construção e complementação de aproximadamente 40 quilômetros de estradas vicinais no Projeto de Assentamento Campos do Popó. As obras foram licitadas, vencendo a empresa que irá executar os trabalhos com investimento de R$ 1.593.659,17 por parte do Incra.

Na área de Assessoria Técnica, Social e Ambiental (ATES), 2.300 famílias assentadas em Projetos Agroextrativistas (PAE’s) devem ser atendidas por meio de convênio que será assinado com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Pará.

Breve Perfil

Daniel Simeoni é natural do Paraná, tem 30 anos e é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Estadual do Maringá (PR). Servidor efetivo do Incra desde setembro de 2006, é oriundo da Superintendência Regional da autarquia no Estado do Mato Grosso. O novo gestor conheceu o Oeste do Pará em 2007, quando atuou numa força-tarefa em assentamentos da região.