No pós-Círio, maniçoba e pato no tucupi

Depois do Círio, não resisti ao convite para saborear pratos típicos da culinária paraense: maniçoba e pato no tucupi.

Para quem não conhece, a maniçoba é uma espécie de caldo grosso e preto misturado a ingredientes que a nutricionista Lorca, do Zorra Total, diria “ISSO PODE!”. Entram lingüiça e carne de porco.

Dizem que para estar no ponto de comer, o cozimento da maniçoba pode levar até uma semana, tendo em vista o uso de folhas de maniva.

Já o pato no tucupi, o próprio nome denuncia os ingredientes. O que seria o caldo é o tucupi, líquido extraído da mandioca. O prato também leva jambu, uma erva.

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Círio de Nossa Senhora da Conceição – Fotos

23 de novembro de 2008 – Santarém/Pará

Clique aqui e veja imagens do Círio de Nossa Senhora da Conceição realizado em 2009.

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Círio de Nossa Senhora da Conceição – Trasladação

Clique aqui e veja imagens do Círio de Nossa Senhora da Conceição realizado em 2009.

A imagem peregrina de Nossa Senhora da Conceição saiu da Igreja Matriz para a Igreja de São Sebastião. A procissão, que faz parte do Círio 90, ocorreu na noite do último sábado (22), em Santarém (PA). É interessante ver como a fé reúne as famílias e aproxima as pessoas em geral. Embora distante da minha família, partilhei de um momento desta natureza ao lado de um amigo. Seguimos com uma tia e uma avó dele. Esta aproveitava o Círio – momento de reavivar a fé – para rever amigas de longas datas. Por sinal, as mulheres ainda sustentam as igrejas, embora os homens, em festas como o Círio, estejam mais presentes.

Obs:  a postagem das fotos poderia ter ocorrido antes, mas, pra variar, a internet em Santarém me impediu. Até amanhã, imagens do auge do Círio, na caminhada ocorrida ontem.

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Municípios do Oeste do Pará concentram os mais pobres do país

Os municípios de Pacajá e Porto de Moz, Oeste do Pará, figuram na lista dos que concentram os maiores índices de pobreza no Brasil, segundo levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) divulgado, no último sábado (22), pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

Numa escala de 0 a 0.4 – faixa inferior do ranking -, Pacajá e Porto de Moz empatam em 0,39. Nesse intervalo do Índice de Desenvolvimento Familiar (IDF), estão outras 32 cidades.

Entre os estados, Amazonas, Pará e Maranhão, nesta ordem, concentram o maior número dos pobres mais pobres.

A pesquisa desmistifica a imagem de que os nordestinos são os líderes quando se fala em miséria. Fico orgulhoso que o estado onde nasci, o Piauí, não está no topo do ranking. Até alguns anos atrás, a realidade era diferente.

A pesquisa implica numa série de reflexões sobre seu resultado, afinal, a Amazônia é tão rica e concentra os mais pobres, enquando no Nordeste, onde o povo ainda sofre com a rigorosa estiagem todos os anos, os indicadores sociais avançam.

Há de se considerar que tanto já se extraiu da floresta de forma irregular e, ainda assim, as desigualdades se mantêm, sinal de que a riqueza obtida com a exploração predatória se concentra nas mãos de poucos, que desfilam em suas pickups e mantêm casas luxuosas. Em contrapartida, situações análogas ao trabalho escravo ainda são recorrentes, principalmente no Pará.

Estudantes, violência gratuita e Youtube

Jovens criam rotina de violência no Pará

Jovens criam rotina de violência no Pará

A TV Globo flagrou uma cena – clique aqui e veja o vídeo – que tem se tornado comum em Belém (PA): a briga entre jovens estudantes dos ensinos Fundamental e Médio. Eles têm criado uma rotina de violência que espanta e questiona o papel da família, afinal, que valores e objetivos movem estes jovens? Hoje, muitos pais relegam à televisão e às escolas o papel de educar os filhos, além de não estabelecerem limites. O resultado se vê nas ruas.


Youtube dissemina violência

Há menos de um mês, salvo engano, o Jornal Hoje havia exibido uma matéria sobre a postagem de um vídeo no Youtube que mostrava o confronto entre duas jovens, também no Pará. Isto, a meu ver, é uma amostra do lado ruim da globalização. Os modismos se espalham rapidamente, mesmo aqueles que são desprovidos de qualquer racionalidade. Os jovens brasileiros começam a imitar adolescentes americanos, que têm usado o Youtube para disseminar esta prática inconseqüente.

Comportamento deste tipo também nos remete à discussão acerca do conteúdo da web e do controle – algo difícil de se pôr em prática – de postagem.

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Iara

"Iara" às margens do rio Xingu

Um hábito típico do amazônida: tomar banho à beira dos rios. Na foto em questão, o Xingu, rio de cor esverdeada que cruza municípios ao longo da Rodovia Transamazônica. Registrei o momento enquanto atravessava para Anapu (PA), de balsa. Para ver em tamanho original, clique na foto.