- Delícias à mesa
- Recheio paroara
- Jovens mantêm carimbó vivo
- Amigos não resistem ao som tapajoara
- Chapéus dos caboclos mocorongos
- Tradição em moda
Texto retirado da próxima edição do “Terras do Tapajós”, que, em breve, postarei neste blog. Os intertítulos foram feitos de acordo com o layout.
“Põe tapioca, põe farinha d’água, põe açúcar, não põe nada, come e bebe como um suco, eu sou muito mais que um fruto…”. A descrição do músico Nilson Chaves revela um hábito tipicamente paraense: tomar açaí. Há dez anos, a comunidade de Santa Luzia, localizada no assentamento Eixo Forte, a caminho da vila de Alter do Chão, reafirma esta tradição. Nos dias 11 e 12 deste mês, a comunidade realizou mais uma edição do festival de açaí, que já faz parte do calendário de eventos do município de Santarém.
As barracas exibiam diversas tentações, todas à base de açaí: do suco in natura a bolos, brigadeiros, pães, mousse e licor. A matéria-prima, o açaí, é colhida dias antes, de modo tradicional, das palmeiras que brotam os frutos. O trabalho envolve assentados não só de Santa Luzia, mas também de comunidades vizinhas, que também comercializam a polpa do açaí durante toda a safra.
Geração de renda
As amigas Edivana Pereira, 26 anos, e Dariane Rodrigues, 29 anos, participam do festival desde a primeira edição. Com a mesa farta à disposição dos visitantes, elas conseguem faturar, em média, R$ 2 mil.
Retrato cultural
Mas não só a gastronomia tipicamente paraense era atração em Santa Luzia. Os jovens retratavam a natureza cabloca aos passos de carimbó e na fantasia das candidatas à rainha do açaí. Os frutos se transformavam em acessórios e as cuias compunham o visual, estampado com as lendas que povoam o imaginário popular da região.
Fortalecimento
O festival do açaí de Santa Luzia, que se consolida como manifestação gastronômica e cultural de Santarém, fortalece não só a comunidade, mas todo o assentamento. O comunitário Jairo Queiroz informa que melhorou a infra-estrutura em Santa Luzia, citando a estrada de acesso e a implantação de energia elétrica como exemplos. Queiroz acrescenta que o sucesso do festival do açaí incentivou as demais comunidades do Eixo Forte a promover outros festivais com foco na culinária regional.








