Nas alturas

Casa suspensa

Casa suspensa

Na Amazônia, é bem comum encontrarmos casas suspensas, digamos assim… A base delas, como nós, nordestinos, estamos acostumados a ver e viver, não fica no solo. Esse tipo de edificação é mais comum nas áreas de várzea, onde as famílias vivem metade do ano sobre a água de rios. Mas não só nesses locais se vê casas assim. Tirei esta foto na região do Eixo Forte, num local que não fica à beira de rios nem de igarapés. Parecia abandonada, mas uma família já viveu nesta casa, com certeza. Imagina idosos e crianças subindo escadas para chegar ao topo… Mesmo na área urbana de Santarém, vê-se casas com a base suspensa, embora a uma altura bem menor.

Flagrantes

Animais circulam livremente pela praia de Alter do Chão

Cachorro urina na praia

Fico indignado com a presença de cachorros na praia de Alter de Chão, em Santarém, Pará. Não sou um especialista em Saúde, mas o senso comum me diz que estes animais podem transmitir doenças de pele aos banhistas.

Sem a contribuição da população e dos barraqueiros, a situação não muda. Famílias levam seus animais para passear na praia e até os colocam dentro d’água junto aos banhistas. Hippies fazem o mesmo.

Os donos de barracas têm sua parcela de culpa porque devem zelar pelo espaço que lhes proporciona renda. E não precisaria ninguém reclamar para alguém tomar a iniciativa.

Praia vira pista de passeio para cachorros

A hora de corrigir pequenos erros é esta, enquanto o turismo na praia ainda é muito doméstico, embora a fama da vila já esteja bem disseminada na região norte e aumente, gradativamente, o número de estrangeiros que visitam a região.

Curso/instituição

Curso Abril 2008

Curso Abril 2008

Certificado do I Encontro Nacional de Comunicadores do Incra/MDA, realizado em abril deste ano.
Conteúdo Programático
›› Comunicação Pública
›› O Papel Estratégico da Comunicação
›› Territórios da Cidadania, um exemplo de integração
›› A Administração da Comunicação
›› A Nova Estrutura da Comunicação: Jornalismo

Curso Abril 2008
Curso Abril 2008

›› A Nova Estrutura da Comunicação: Portal da Comunicação
›› A Nova Estrutura da Comunicação: Calendário de Eventos
›› Comunicação Integrada
›› Gestão Por Competência: Plano Nacional de Capacitação dos Servidores do Incra
›› Resultado da Pesquisa sobre o Perfil dos Comunicadores
›› Fotografia, um Olhar de Integração

Sessenta ações são apresentadas ao Território da Cidadania na Transamazônica

Representações dos movimentos sociais e do Poder Público conheceram nesta quarta-feira (23), no Município de Altamira (PA), o Plano Territorial de Ações Integradas (PTAI) para a Transamazônica. A região é contemplada com 61 ações, para as quais estão destinados cerca de R$ 410 milhões neste ano. A reunião de trabalho faz parte da implementação do Programa Territórios da Cidadania.  

Nos oito municípios da região da Transamazônica – Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu -, o Programa Territórios da Cidadania já é realidade: 31 ações estão em execução. A maior parte delas, está nas áreas de Direitos e Desenvolvimento Social e Infra-Estrutura.  

“Nós discutimos as ações que foram ofertadas e hoje estamos trazendo as respostas dos ministérios em relação às demandas do Território”, explica o articulador do Programa Territórios da Cidadania no Estado do Pará, Henrique Faria Silva. Ele destaca Saúde, Infra-Estrutura e Educação como áreas bastante discutidas em âmbito estadual.  

O coordenador interino do Codeter na Transamazônica, Elielson Soares, anuncia que algumas obras e serviços já estão em fase de operacionalização. É o caso de ações de fortalecimento da produção orgânica de alimentos, das Casas Familiares Rurais – que capacitam famílias de assentados – e da organização dos movimentos sociais.   

Meio ambiente - As discussões em torno do Programa Territórios da Cidadania têm ensejado, segundo Analice Plens, diretora do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) do Município de Vitória do Xingu, a conscientização para a mudança de hábitos dos agricultores. Uma das recomendações é evitar as queimadas para o plantio de grãos. “Temos de preservar a floresta de forma organizada”, destaca a líder sindical.

Transparência - Além do caráter participativo, Analice Plens enfatiza o controle social na execução do Programa Territórios da Cidadania. Mesmo distantes dos grandes centros e de fontes de informação, os agricultores têm conhecimento do andamento do programa. “Estamos acompanhando as reuniões, os boletins informativos e a internet e expandindo [as informações] para o agricultor”, informa Plens.

Colegiado avança discussões e avalia projetos de Território no Baixo Amazonas

Santarém (PA), 15 de julho de 2008

Setores dos movimentos sociais e de esferas do Poder Público se reúnem desde ontem (15) no auditório da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Santarém (PA), para discutir a implantação do Programa Territórios da Cidadania no Baixo Amazonas. Cerca de 60 pessoas que integram o Colegiado de Desenvolvimento Territorial (Codeter) participam do encontro, que encerra na tarde de hoje (16).

Na abertura do evento, o Governo do Estado do Pará fez a apresentação de ações novas, o “Campo Cidadão” e o “Pará Rural”, cujas discussões agora se inserem no Programa Territórios da Cidadania. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) também tem participado de forma ativa no debate. Políticas de desenvolvimento dos assentamentos foram apresentadas como iniciativas a serem incorporadas ao Território.

No Baixo Amazonas, o Programa Territórios da Cidadania apresentou, até o momento, sete projetos. Um deles é direcionado para a agricultura familiar em Oriximiná, no Oeste do Pará. Para o município, está sendo pleiteada a implantação de um sistema de irrigação direcionado à fruticultura.

“Estamos construindo uma central de armazenamento e abastecimento de produtos agropecuários. Inicialmente, trabalhamos na cadeia da fruticultura, com mamão, maracujá, abacaxi, cupuaçu e acerola. O Codeter é positivo na busca de alternativas e na ampliação na área de gestão e de recursos financeiros”, destacou Vander Luiz Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais (STTR) de Oriximiná.

Outra proposição do Território no Baixo Amazonas é a implantação de Casas Familiares Rurais nos municípios de Juruti e Oriximiná, que, juntas, terão capacidade para atender 150 famílias que vivem em assentamentos. A expectativa é que o edital de licitação para a construção seja publicado no próximo mês.

O Território – O Programa Territórios da Cidadania no Baixo Amazonas abrange, inicialmente, os municípios de Alenquer, Belterra, Óbidos, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Oriximiná, Prainha, Santarém e Terra Santa, onde vivem cerca de 570 mil pessoas e nos quais estão inseridas populações como indígenas e quilombolas. Para este Território, estão destinados R$ 252,6 milhões.

Concluído relatório antropológico de comunidade quilombola de Santarém (PA)

Santarém (PA), 02 de julho de 2008

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) concluiu o relatório antropológico da comunidade Bom Jardim, que fica a cerca de 25 quilômetros da sede do Município de Santarém. A comunidade possui aproximadamente 80 famílias e pleiteia perante o Incra a regularização de 2.650 hectares como remanescente de quilombos. Neste processo, o relatório antropológico é peça indispensável. 

“Através dele [relatório] se busca resgatar a memória coletiva, as origens da comunidade, a ancestralidade dos remanescentes e o processo histórico de perda do território de ocupação tradicional, visando identificar as marcas legitimadoras da reivindicação territorial do grupo”, explica o antropólogo José da Guia Marques, responsável pelo trabalho na comunidade Bom Jardim. A coleta de dados envolveu pesquisa documental e entrevistas com comunitários.

Dileudo Guimarães, comunitário de Bom Jardim e presidente das Organizações Quilombolas de Santarém, afirma que existe a preocupação em preservar as tradições da cultura afro-brasileira. Danças como maculelê e negro no tronco são mantidas pelas novas gerações.

“Outro traço marcante são as crenças em seres antropomórficos, ou seja, acredita-se fortemente na transformação de seres da natureza em pessoas, a exemplo da sapa que vira mulher ou do boto que vira homem, ou de pessoas que se transformam em outros seres da natureza, como em lobisomens. Há uma forte crença também no poder espiritual e de cura dos sacacas (curandeiros)”, revela José da Guia.

Passos seguintes - Na continuidade do processo de regularização da comunidade Bom Jardim, o Incra já iniciou o relatório agronômico, no qual deverá conter o levantamento ocupacional e fundiário. O documento final de mapeamento da região é chamado de Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID).