O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que está completando 10 anos, formou mais 135 jovens e adultos assentados em oito municípios ao longo da Rodovia Transamazônica. Eles tiveram acesso ao curso de Nível Médio na modalidade Magistério da Terra, desenvolvido através de uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).
As solenidades de colação de grau ocorreram no período de 16 a 18 de maio nos três pólos do curso: Pacajá, Altamira e Medicilândia. Assentados dos municípios de Anapu, Uruará, Brasil Novo, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio também foram beneficiados pelo projeto, que iniciou em março de 2005. O investimento no curso, que torna os novos educadores aptos a lecionar de 1ª a 4ª série, foi de R$ 1.385.000.
“A educação é um dos pilares centrais do desenvolvimento do projeto de assentamento. O Pronera leva conhecimento a estas áreas, oportunizando acesso à alfabetização, à escolarização e ao ensino superior”, destaca o gestor do programa na Superintendência Regional do Incra em Santarém, Gilvanderson Barros.
O curso abriu novas perspectivas de futuro para os assentados e reforçou o compromisso com suas comunidades. Marleide Alves dos Santos, uma das novas educadoras, já conseguiu emprego e agora irá transmitir os conhecimentos adquiridos com as crianças do assentamento Bom Jardim, em Pacajá, onde também reside.
Outras histórias demonstram a continuidade do aprendizado. Rodrigo Feitosa, do projeto de assentamento Assurini, em Altamira, foi aluno do Pronera de 1ª a 4ª série. “Acredito que agora podemos alcançar o objetivo de ensinar com qualidade. Meu plano é ajudar a comunidade”, afirma o jovem educador de 23 anos.
Ensino e realidade – “Se queremos uma sociedade transformada, precisamos incluir pessoas que trabalharam com a questão da preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Investir neste novo profissional, é olhar a Amazônia com responsabilidade”, ressalta a coordenadora do curso de Magistério da Terra, professora Ieda Queiroz.
Diferente dos cursos tradicionais de Magistério, o que foi proporcionado aos assentados trabalha a realidade do campo e enfatiza a troca de experiências, alternando entre o tempo escola e o tempo comunidade.






Márcia, sugiro que leia a Política de Comentários recentemente atualizada. Volte sempre!
Gostaria de saber porq cortaram meu depoimento quase td?
a verdade doi?hummmmm vivemos em um pais democratico temos o direito de nos expressar como quizermos.
Eu novamente rs,
Outro comentário relevante que sempre tive vontade de fazer esta voltado para as discurssões relacionadas a Educação Campesina, percebo que ha muita teoria sobre o tema, mas prática mesmo quase nenhuma
olá boa noite a todos,
Parabêns aos 135 jovens e adultos assentados em oito municípios ao longo da Rodovia Transamazônica que concluiram o Ensino Médio no Projeto Magisterio da Terra, fico feliz por todos pela vitoria,pelos esforços feitos que sei q foram enormes.