Incra e Sema assinam TAC para licenciar assentamentos

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) assinaram na última terça-feira (27), em Belém (PA), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que visa a execução do licenciamento ambiental nos projetos de assentamento federais no Estado do Pará. O documento foi assinado pelas três Superintendências do Incra no Pará, que possuem sedes em Belém, Santarém e Marabá.

O superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Gregory Brunet, informou que o TAC também permite que o órgão retome obras de infra-estrutura e o repasse de créditos aos assentamentos enquanto são providenciadas as licenças ambientais. Até a assinatura do documento, o Incra estava impossibilitado de realizar tais investimentos.

A partir da assinatura do TAC, o Incra apresentará, em até 30 dias, um plano de ação contendo o cronograma de trabalho para o licenciamento de todos os projetos de assentamento federais no Pará. Dentre outras atribuições da autarquia, também estão previstas a elaboração de medidas para a prevenção e recuperação ambiental.

Quanto à Sema, dentre suas tarefas previstas no TAC, estão a prioridade na análise e concessão das licenças ambientais para os assentamentos, tendo em vista a relevância social da medida. Uma outra ação que se destaca é a autorização para a implantação de infra-estrutura mínima à sobrevivência das famílias, como a construção de estradas e casas, antes da expedição da Licença de Instalação e Operação (LIO).

No caso específico do Oeste do Pará, o Termo não abrange, neste momento, os assentamentos que foram objeto de interdição por decisão judicial. Estes permanecem sob a análise de uma força-tarefa que está instituída na Superintendência Regional do Incra em Santarém.

Incra e UFPA formam 135 assentados no curso de Magistério da Terra

O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que está completando 10 anos, formou mais 135 jovens e adultos assentados em oito municípios ao longo da Rodovia Transamazônica. Eles tiveram acesso ao curso de Nível Médio na modalidade Magistério da Terra, desenvolvido através de uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Universidade Federal do Pará (UFPA).  

As solenidades de colação de grau ocorreram no período de 16 a 18 de maio nos três pólos do curso: Pacajá, Altamira e Medicilândia. Assentados dos municípios de Anapu, Uruará, Brasil Novo, Vitória do Xingu e Senador José Porfírio também foram beneficiados pelo projeto, que iniciou em março de 2005. O investimento no curso, que torna os novos educadores aptos a lecionar de 1ª a 4ª série, foi de R$ 1.385.000.

“A educação é um dos pilares centrais do desenvolvimento do projeto de assentamento. O Pronera leva conhecimento a estas áreas, oportunizando acesso à alfabetização, à escolarização e ao ensino superior”, destaca o gestor do programa na Superintendência Regional do Incra em Santarém, Gilvanderson Barros.   

O curso abriu novas perspectivas de futuro para os assentados e reforçou o compromisso com suas comunidades. Marleide Alves dos Santos, uma das novas educadoras, já conseguiu emprego e agora irá transmitir os conhecimentos adquiridos com as crianças do assentamento Bom Jardim, em Pacajá, onde também reside. 

Outras histórias demonstram a continuidade do aprendizado. Rodrigo Feitosa, do projeto de assentamento Assurini, em Altamira, foi aluno do Pronera de 1ª a 4ª série. “Acredito que agora podemos alcançar o objetivo de ensinar com qualidade. Meu plano é ajudar a comunidade”, afirma o jovem educador de 23 anos.  

Ensino e realidade – “Se queremos uma sociedade transformada, precisamos incluir pessoas que trabalharam com a questão da preservação do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Investir neste novo profissional, é olhar a Amazônia com responsabilidade”, ressalta a coordenadora do curso de Magistério da Terra, professora Ieda Queiroz.  

Diferente dos cursos tradicionais de Magistério, o que foi proporcionado aos assentados trabalha a realidade do campo e enfatiza a troca de experiências, alternando entre o tempo escola e o tempo comunidade.

Terras do Tapajós – Edição XIII

Esta é mais recente publicação institucional que produzi. Público-alvo: sindicato de trabalhadores rurais, órgãos públicos, ong’s e lideranças políticas que acompanham a reforma agrária no Oeste do Pará.

Manchetes
MCH para 350 famílias em STM
Incra tem novo gestor em Altamira
Marcada formatura do Pronera
Mais uma etapa de créditos em Juruti Velho
Capacitação para novos servidores
Documentação atende PAE Lago Grande

Clique no lik e acesse o arquivo: terras_tapajos_maio_2008