Livros que li – “Sentimento do Mundo”


SENTIMENTO DO MUNDO - Carlos Drummond de Andrade - Companhia das Letras.clipular“Sentimento de Mundo” é o meu primeiro livro lido em 2015. Confesso que já havia um tempo que não lia uma obra literária inteira. A última foi o belo texto de Gabriel García Márquez, “Memória de Minhas Putas Tristes”.

“Sentimento de Mundo” também marca minha estreia na leitura de livros de Carlos Drummond de Andrade e no uso do Lev, o leitor de livros digitais da Saraiva. O desafio surgiu após viagem ao Rio de Janeiro, há um ano. Não queria que a clássica foto ao lado da estátua de Drummond na praia de Copacabana se resumisse a isto, mas que fosse o ensejo para conhecer a obra do escritor.

Como leitor iniciante de poesias, avalio como natural a dificuldade de compreensão de determinados trechos da obra. Na edição que adquiri, da Companhia das Letras, lançada em 2012, o posfácio foi de grande importância para o entendimento do livro, em específico, e da relação com o contexto histórico e toda a obra de Drummond.

“Sentimento de Mundo” é um livro de poesias carregado de melancolia, em que figuram medo, tristeza e morte.

Elementos militares, como navios e guerra, também figuram no texto.

Originalmente, o livro fora publicado em 1940, no decurso da 2ª Guerra Mundial. Os poemas, embora anteriores à guerra, foram produzidos numa época em que já se respirava a atmosfera de um novo conflito mundial.

O Rio de Janeiro, onde morava Drummond à época – capital do Brasil – , e Itabira (MG), onde nasceu, são cenários dos poemas, retratando o presente e o saudoso passado interiorano.

“O Operário no Mar” é o texto no formato prosa no meio dos poemas e tem viés social.

“De fato, a maior contribuição, a novidade mesma do livro, talvez tenha sido a de propor uma poesia política de alto teor lírico”, resume Murilo Marcondes de Moura no posfácio.

“Mãos dadas” e “Noturno à janela do apartamento” são os poemas que mais me cativaram pela intensidade de sentimentos.

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Sentimento de Mundo
Companhia das Letras
Publicação original: 1940
Publicação da presente edição: 2012
Páginas: 77 (formato digital), incluindo o posfácio

Livros que li – “Sentimento do Mundo”

Whatsapp lança versão web. Saiba como usar e as diferenças para a versão mobile


O Whatsapp surpreendeu e lançou hoje, 21 de janeiro, a versão web do comunicador instantâneo, possibilitando aos usuários – por enquanto, apenas os que possuem o app na plataforma Android, Blackberry e Windows Phone – sincronizar e usá-lo a partir de um computador.

Tutorial para usuários Android

1. Verifique se a sua versão do aplicativo é a mais recente. Visite a página do app na Play Store. Caso haja versão disponível para atualizar, realize o procedimento.

2. Visite o site http://web.whatsapp.com/

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3. Abra o WhatsApp. Acione o menu e clique em “WhatsApp Web”. Posicione o celular na direção do Qr Code exibido na página web. O app irá realizar o scan do código.

4. Pronto! A página web irá exibir todas as conversas, inclusive com imagens e vídeos.

Igual
Os textos sincronizam em tempo real;
Texto, imagens e vídeos estão disponíveis nas duas versões;
Os ícones em azul permanecem como sinalização de mensagem lida.

Diferente
Não é possível visualizar quem leu as mensagens dos grupos;
Na versão web, é possível desabilitar notificações, mas não dá para alterar a foto de perfil e o status.

Curti a novidade da versão web do WhatsApp, principalmente, porque não é confortável digitar a partir de um celular, mesmo que tenha tela grande.

Por outro lado, empresas têm mais uma preocupação no controle/bloqueio ao acesso de aplicativos como este, que, se mal utilizados, podem comprometer a produtividade.

Whatsapp lança versão web. Saiba como usar e as diferenças para a versão mobile

O Kindle morreu


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7 de janeiro de 2015. Como em todo início de ano, é tempo de refazer planos e revirar o baú. Ao longo de 2014, deixei o Kindle de lado. Comprei o dispositivo numa época em que havia pouca oferta de livros em português, o que me desanimou aos poucos.

Mas 2014 também foi um ano em que praticamente abandonei o leitor de livros digitais. Tenho um outro, o Positivo Alfa, que pouco usei.

Com a iminência de férias, decidi resgatar o Kindle. Quando abri a capa, a tela exibia a mensagem:

Critical battery

Your battery is empty.

To continue using your Kindle, connect it to a power source.

It may take a few minutes of charging, or up to 30 minutes if charging with your computer’s USB port, before your Kindle starts.

Deixei uma noite carregando na tomada, torcendo para amanhecer e religá-lo normalmente, porém, a tela se mantinha inalterada. O comando de ligar não respondia.

Recorri ao Facebook. Encontrei um grupo. Postei a situação e a orientação comum foi pressionar o botão liga/desliga por alguns segundos e esperar resetar. Não funcionou.

Outra sugestão foi fazer contato com a Amazon Brasil. Segui o caminho no site: Ajuda > Precisa de mais ajuda > Fale Conosco > Telefone. Pus um telefone fixo no formulário e imediatamente me retornaram a ligação. Ok.

Compre um novo Kindle

O atendente repetiu a dica do grupo no Facebook: manter pressionado o botão liga/desliga, mas não obtive sucesso. Por último, recomendou-me fazer contato com a Amazon americana, tendo em vista que já tinha mais de um ano de aquisição do aparelho. A ressalva: sem atendimento em português e com a provável solução de desconto na compra de um novo Kindle. Mais: com os impostos, apesar do desconto, o novo aparelho sairia mais caro se eu adquirisse um novo direto da Amazon Brasil.

Perguntei ao atendente se não era possível a Amazon Brasil intermediar este desconto com a Amazon americana, de modo que eu adquirisse um novo aparelho de forma mais ágil e compensatória. A resposta: ‘não há como fazer isto porque são empresas distintas’, apesar do mesmo nome.

A Amazon não dispõe de assistência técnica física no Brasil. Apenas por telefone. Fiquei sem ter a quem recorrer.

Fiquei decepcionado com o desfecho porque ouvira elogios na internet sobre o pós-vendas da Amazon. É inadmissível que um aparelho deixe de funcionar simplesmente porque eu não o usei por determinado período. E não foram anos.

Reféns do produto

Somos nós, os consumidores, que devemos determinar como e quando usar o produto. Se não o uso, por que não apenas descarregar e religar normalmente após nova carga?

Se deixa de usar, para de funcionar. A cultura consumista nos empurra a sempre trocar e comprar, comprar, comprar…

Se você tem um Kindle, #ficaadica: use-o constantemente ou, ao menos, recarregue-o com frequência.

Lápide

Resumo: meu Kindle faleceu. Está decretada sua morte. 8 de janeiro de 2015.

Por enquanto, vou guardá-lo, como as cinzas após a cremação. Se consigo ressuscitá-lo, só o tempo poderá dizer…

 

O Kindle morreu

Canon 3000 N EOS + Konica VX iso 400


O Konica VX é um filme com cores bastante pálidas. Bom para quem deseja trabalhar temas melancólicos e mórbidos. Possui grãos bem visíveis.

Nas imagens, fiz pequenas edições de cor/contraste.

Galeria

Panorâmica


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Santarém, Pará. Ao fundo, o encontro dos rio Tapajós e Amazonas.

A reprodução das imagens é livre, desde que com a citação do crédito: Luís Gustavo (lgcorporativo.com).

Caso queira utilizar a imagem, entrar em contato para obter o arquivo original: lgcorporativo1@gmail.com

Panorâmica

O amor vence o ódio


Autor: Luís Gustavo

Câmera: Canon 3000N EOS
Filme: Lomography CN 100
Light leak acidental

A imagem foi registrada num cemitério de Santarém, Pará. Nas minhas andanças pelas ruas da cidade, decidi visitar o local por ser inusitado.

Fui num final de tarde. Havia uma árvore completamente seca, que combinava com a imagem prévia que temos de um cemitério, de ser um local sombrio.

Percebi que inúmeros pássaros se acomodavam na árvore e passei a registrar. Os túmulos apertados e o entrelaçamento dos galhos atrapalhavam.

A lente pesada e sem estabilizador – além da câmera de tripé – também era uma adversidade.

O resultado está acima, que permite inúmeras interpretações.

A reprodução é permitida, desde que sem fins comerciais e citada a fonte (http://lgcorporativo.com). Autor: Luís Gustavo. Reproduction is permitted provided that no commercial purposes and the source is cited (http://lgcorporativo.com). Author: Luís Gustavo.

O amor vence o ódio

Leitores de jornal reclamam de exposição de corpo


 

Os leitores da fan page do jornal “Correio Braziliense” se manifestaram contra a exibição do corpo do dançarino Douglas Silva, assassinado na última terça-feira (22), no Rio de Janeiro. A imagem, que foi reproduzida por outros sites jornalísticos, como o G1, é do velório e mostra Regina Casé, apresentadora do programa “Esquenta”, bastante emocionada. Douglas participava da atração dominical.

Ainda nesta semana, já havia repercutido a decisão do “Jornal Hoje”, da Rede Globo, em mostrar o corpo do dançarino no local do crime.

O Brasil possui dois ‘movimentos’ em relação à exibição e ao consumo de imagens de corpos: um que prolifera rapidamente esses arquivos via mídias sociais e dispositivos móveis, em especial, o Whatsapp; e outro que cobra o fim do uso de fotos que contenham corpos.

Jornalisticamente, regra geral, entendo que mostrar os corpos de vítimas de crimes não acrescenta muito à informação, representa um ato covarde – a pessoa está morta e não pode decidir se quer ser mostrada numa condição irreversível – e fere a dignidade humana.

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Leitores de jornal reclamam de exposição de corpo

“Folha” troca tv por internet


tv_folhaO programa dominical “TV Folha”, exibido pela TV Cultura de São Paulo (SP), chegou ao fim no último domingo (13). Foram dois anos de parceria entre o jornal Folha de São Paulo e a tv pública brasileira mais competitiva no ar, período em que foram veiculados 110 programas.

O anúncio veio acompanhado de uma mudança de estratégia: trocar a tv aberta pela internet. “A decisão de migrar essa experiência e o conteúdo dos vídeos exclusivamente para a internet procura atender ao desejo crescente dos internautas por esse tipo de conteúdo nos sites de jornalismo. Visa também suprir uma demanda cada vez maior do mercado publicitário de vincular anúncios a vídeos na web”, justifica a Folha.

Um outro fator não é mencionado, mas fica subentendido: a melhoria – embora lenta – do sinal de internet no país e o aumento contínuo de pessoas com acesso à rede.

Em vez de optar pela principal ferramenta de hospedagem de vídeos do mundo, o Youtube, a Folha mantém o vínculo com o Uol, que abriga, com exclusividade, o conteúdo. O player, inclusive, não oferece opção de ser inserido em outras páginas, como blogs, uma forma de reter o acesso à página da Folha.

Em se tratando de novidade, o destaque da “TV Folha” foi estético: o programa tinha uma linguagem visual diferente dos telejornais tradicionais. Design limpo, com bastante infografias e clara contribuição de fotógrafos. Como muitos canais de vídeos na web, o programa fazia uso de câmeras DSRL.

Mais informações
TV Folha vai concentrar vídeos na web
Rodrigo Vianna: Folha e Veja na TV Cultura. Sem concorrência pública

“Folha” troca tv por internet

Mídia alternativa será tema de debate no Senado


Crédito: Mídia NinjaA Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado promoverá audiência pública para debater o papel do Coletivo Fora do Eixo (FdE) e da Mídia Ninja (Narrativas Independentes Jornalismo e Ação). Marcada para 3 de dezembro, a audiência será realizada em conjunto com a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), conforme proposta do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) aprovada pela CE ontem (16).

O FdE reúne coletivos culturais em todo o país e tem na Mídia Ninja um braço para a área de comunicação colaborativa.

Durante os protestos realizados em junho em todo o país, a Mídia Ninja ganhou atenção pela cobertura das manifestações, por meio de vídeos e fotos, em tempo real, utilizando principalmente celulares, notebooks e tablets. Randolfe observou que as duas organizações estão sendo bastante “criminalizadas” e julgou que essa é mais uma razão para o debate sobre sua atuação.

Além dos conflitos entre a Mídia Ninja e as forças de segurança durante os protestos que se registram desde junho, os dois coletivos estiveram no centro de debates na internet sobre as novas formas de organização social baseadas em colaboração.

O Fora do Eixo, por exemplo, foi criticado por falta de transparência em suas atividades, inclusive do ponto de vista financeiro, já que trabalha com verbas de incentivos culturais, e por não remunerar convenientemente artistas que participaram de eventos e festivais. Esta última crítica partiu principalmente da cineasta Beatriz Seigner.

No auge dos protestos, registraram-se também reclamações de ex-integrantes do coletivo sobre o caráter pouco democrático da vida nas comunidades, que incluiria pressão psicológica com vistas a certas linhas de trabalho, comportamento e relações.

As críticas foram rebatidas por Capilé, que tem ressaltado o caráter alternativo e inovador do Fora do Eixo em contraposição aos meios convencionais de produção, divulgação e realização de espetáculos. O coletivo opera com uma moeda própria e troca de recursos entre as unidades espalhadas por vários estados.

Com informações da Agência Senado

……………………………………………………….

A Mídia Ninja faz parte de um processo de construção de contra-narrativas à mídia convencional. Movimentos do tipo, geralmente, apresentam uma cobertura/abordagem alinhada às causas que defendem. Embora tenham alguns elementos do Jornalismo, destaca-se o caráter de ativismo.

O barateamento no acesso à internet e a equipamentos, além da facilidade no uso de plataformas disponíveis na web impulsionam movimentos como a “Mídia Ninja”.

Mídia alternativa será tema de debate no Senado

Publicadas novas diretrizes curriculares em Jornalismo


6° módulo "Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter" - Aula 1As universidades e faculdades que possuem o curso de Jornalismo em seu portfólio terão até dois anos para promover reformas e atualizações conforme as novas diretrizes curriculares, estabelecidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) em resolução do dia 27 de setembro deste ano. O documento foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 1º de outubro. Uma das novidades é o aumento da carga horária mínima, que passa de 2700 para 3000 horas.

Elaborada em 2009 por uma comissão de especialistas indicada pelo MEC, a proposta foi formulada a partir de uma consulta pública pela internet e três audiências públicas que contaram com a participação da comunidade acadêmica, profissionais, empresas do setor e representantes de entidades da sociedade civil. A tramitação no Conselho Nacional de Educação (CNE) ocorria desde 2010.

As novas diretrizes se inspiram, em grande parte, no Programa de Qualidade do Ensino de Jornalismo que a FENAJ elaborou e defendeu juntamente com entidades como o Fórum Nacional de Professores em Jornalismo (FNPJ), a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).

“Ouvir os diversos setores envolvidos e elaborar uma proposta representativa em nível nacional foi um desafio que a comissão realizou com bom senso e respeito à pluralidade”, explica a presidenta Mirna Tonus, destacando o empenho do professor José Marques de Melo, que coordenou a comissão.“O trabalho da comissão, presidida por Marques de Melo, foi fundamental”, avaliou.

Veja a íntegra das novas diretrizes curriculares do Jornalismo

Com informações da Intercom e Fenaj

Publicadas novas diretrizes curriculares em Jornalismo

Governo anuncia migração de AM para FM


Crédito: www.flickr.com/photos/santibon/2472747001/O Governo Federal publica ainda neste ano decreto presidencial que permite às emissoras AM a migração para a faixa FM. A informação é da ministra Gleisi Hoffman, em entrevista à imprensa paranaense.

Embora as emissoras que operam em AM terem a possibilidade de maior alcance de sinal, sofrem com interferências e a diminuição da disponibilidade de equipamentos no mercado.

A mudança de AM para FM não será obrigatória, mas facultativa.

Com informações do site Meio & Mensagem.

Governo anuncia migração de AM para FM

Em greve, jornalistas derrubam programação da Band


BAND Santa CatarinaUma mobilização um tanto rara no mercado de comunicação: jornalistas  e alguns operadores da afiliada da Band/Santa Catarina decidiram entrar em greve hoje. O movimento foi motivado pelo atraso no pagamento de salários. A decisão ocasionou a não exibição dos programas jornalísticos da emissora.

A notícia da greve foi postada no site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, que anunciou o agendamento de uma reunião com a direção da Band/SC para segunda-feira (15). No site da empresa, não consta nenhuma informação sobre a suspensão da programação noticiosa local.

Em greve, jornalistas derrubam programação da Band

Livro analisa mercado de trabalho dos jornalistas


as_mudancas_trabalho_jornalista“Uma série de funções desapareceu do cenário das rotinas produtivas do métier do jornalista. Os produtos jornalísticos impressos, televisivos ou radiofônicos são produzidos de maneiras completamente diferentes do que há cerca de vinte anos. O tempo e o espaço, comprimidos pelas possibilidades das tecnologias de comunicação e de informação, foram assimilados nos processos de produção de modo a reduzir o tempo para a reflexão, a apuração e a pesquisa no trabalho jornalístico.

O espaço de trabalho encolheu e ao mesmo tempo diversificou-se, transformando as grandes redações em células de produção que podem ser instaladas em qualquer lugar com Internet e um computador. O jornalismo on line, em tempo real, os blogs e as ferramentas das redes sociais são inovações nas rotinas profissionais. E o que tudo isso representa em termos de mudanças no perfil do profissional e nas formas de relação com o trabalho? Como a vida desse trabalhador se organiza no trabalho? O que ele pensa sobre o próprio trabalho e sobre o jornalismo?

Essas e outras questões são analisadas neste livro, que reúne evidências do mundo do trabalho dos jornalistas de São Paulo no desabrochar do século XXI, apreendendo basicamente as “mudanças” que determinam sua inserção na vida cotidiana.

O relato e a análise dos resultados da pesquisa O perfil do jornalista e os discursos sobre o jornalismo: um estudo das mudanças no mundo do trabalho do jornalista profissional em São Paulo (2009-2012), que o leitor encontra neste livro,é fruto de um trabalho coletivo, realizado pelos pesquisadores do Centro de Pesquisa em Comunicação e Trabalho da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

Obra recomendada para estudantes e profissionais da área de comunicação, por oferecer estudos práticos do cotidiano do jornalista e do comunicador. Leitura complementar para disciplinas que abrangem as áreas de Comunicação/Jornalismo e para programas de pós-graduação em Comunicação Social” (Editora Atlas).

Organizador(a): Roseli Figaro
Autor(a): Cláudia Nonato e Rafael Grohmann

Sumário

1 Perfis e Discursos de Jornalistas no Mundo do Trabalho (Roseli Figaro), 6
1 Introdução, 6
2 Oligopólio e fragmentação: opostos que se completam no modelo econômico do setor, 7
3 O mundo do trabalho do jornalista: pressupostos da pesquisa, 11
4 Quem é o jornalista e como ele vê o trabalho dele?, 12
5 Desenho metodológico da pesquisa, 14
5.1 Questionário fechado de múltipla escolha, 15
5.2 Detalhes do recorte empírico, 17
5.3 Instrumentos da fase qualitativa da pesquisa: entrevistas e grupo de discussão, 21
6 Perfis de jornalistas: resultados da análise cruzada das amostras, 27
6.1 Diferenças e aproximações entre os perfis, 28
6.2 Consolidando aspectos da análise dos dados quantitativos, 44
7 Sujeitos jornalistas: os entrevistados falam da profissão, 46
7.1 Aspectos metodológicos da análise, 46
7.2 Jornalistas falam sobre o mundo do trabalho, 49
7.2.1 O jornalista velho de profissão, 51
7.2.2 O jornalista assessor de comunicação, 54
7.2.3 Jornalista com visão crítica na grande imprensa, 57
7.2.4 O jornalista que queria dizer a verdade, 63
7.2.5 O jornalista assessor de uma ONG, 66
7.2.6 A jornalista sindical, 69
7.2.7 A jornalista que edita a primeira página de portal de notícias, 73
7.2.8 O jornalista assessor de comunicação organizacional, 78
7.2.9 O jornalista empreendedor, 79
7.2.10 O jornalista diretor de redação, 83
7.2.11 A jornalista de revista impressa , 86
7.2.12 O jornalista editor da home de revista, 87
7.2.13 A jornalista em formação: um olhar mais humano, 91
7.2.14 A jornalista que trabalha em casa, 92
7.2.15 A jornalista e suas rotinas no portal de notícias, 95
7.2.16 O jornalista na empresa de tecnologia, 98
7.2.17 O jornalista que traduz a revista impressa para on-line, 100
7.2.18 A jornalista freelancer e dona de agência digital, 103
7.2.19 A jornalista freelancer fixo em revista, 104
7.2.20 A jornalista freelancer fixo em grande jornal, 105
7.3 Os jornalistas e as dramáticas do uso de si no trabalho, 110
8 Em dois grupos focais, jornalistas discutem sobre o trabalho de jornalista, 112
8.1 Explicações falseadas: o apagamento dos coenunciadores do processo produtivo como valores notícia, 113
8.2 Formação do profissional diante da polêmica sobre o diploma e o cidadão testemunha, 118
8.3 Jornalismo e as novas mídias – blog e Twitter, 122
9 Conclusão, 127
9.1 A comunicação mostra o/a jornalista, 131
9.2 A comunicação sobre o trabalho, 133
Referências, 136
2 O Perfil Diferenciado dos Jornalistas Associados ao Sindicato de São Paulo (Cláudia Nonato), 143
1 Introdução, 143
2 Reflexões sobre o jornalismo contemporâneo, 145
3 A notícia transformada em mercadoria, 156
4 O pós-fordismo nas redações, 161
5 Amostra e metodologia da pesquisa, 167
5.1 Universo da pesquisa: os jornalistas de São Paulo, 168
5.2 O questionário quantitativo, 169
5.3 A fase qualitativa: entrevistas, 170
6 Os resultados da fase quantitativa, 173
6.1 Os associados do sindicato por regionais, 173
6.2 Os associados ao sindicato por etnia, 175
6.3 Dados gerais, 178
7 O discurso dos jornalistas: formação, mudanças, relações trabalhistas e com o sindicato, 185
8 Considerações finais, 197
Referências, 198

3 O Jornalista como Receptor (Rafael Grohmann), 203
1 Introdução, 203
2 O que significa falar, ainda hoje, em estudos de recepção?, 204
3 Por que um estudo de recepção com jornalistas?, 209
4 Aspectos metodológicos, 212
5 A recepção em etapa quantitativa, 220
6 As etapas qualitativas em questão: entrevistas e grupo focal, 222
6.1 O ponto de vista do trabalho, 222
6.2 A “mediação do procedimento das técnicas jornalísticas”, 236
6.3 A mediação temática, 244
6.4 O Jornal Nacional, 248
6.5 O Portal UOL, 256
6.6 Caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo, 260
7 Considerações finais, 263
Referências, 265

Posfácio, 270

O jornalista profissional no Estado de São Paulo, 279
Perfil socioeconômico e cultural, 279
Apresentação, 280
Introdução, 282
O problema e a pesquisa, 283
A amostra, 284
O questionário, 285
A pesquisa, 286
Os resultados da amostra, 287
Parte relativa ao Sindicato, 301
Atividades culturais, lazer e problemas de aposentadoria, 304
Anexo, 318
O questionário aplicado, 318

Livro analisa mercado de trabalho dos jornalistas

Infográfico – Prisma de conversação nas mídias sociais


O universo das mídias/redes sociais são o que há de mais efervescente na web atualmente. Simpático ou não ao uso dessas ferramentas, o profissional de Comunicação deve estar atento a elas, compreendendo as possibilidades oferecidas para empresas e organizações, potenciais clientes.

O infográfico que segue abaixo, elaborado por Brian Solis, é a mais recente versão, de 2013, intitulado “Conversation Prism 4.0″ (Prisma de Conversação). Nele, constam as mais conhecidas ferramentas de mídias/redes sociais, categorizadas. A ressalva é a permanência do Google Reader, recentemente descontinuado.

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Infográfico – Prisma de conversação nas mídias sociais

Plataforma monitora “temas quentes” de protestos no Brasil


Os recentes protestos no Brasil, organizados pelas redes/mídias sociais, incentivaram pesquisadores na área da Comunicação a monitorar e compilar as menções, na web, a esses movimentos. Um deles é o “Causa Brasil“, que hierarquiza os temas quentes coletados do Facebook, Twitter, Instagram, Youtube e Google +.

Na página inicial, aparecem as expressões mais mencionadas nas últimas 24 horas, mas também é possível visualizar os dados desde o dia 16 de junho, por meio de uma linha do tempo.

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Plataforma monitora “temas quentes” de protestos no Brasil

Download – Governo Federal lança manual de redes sociais


A Secretaria de Comunicação da Presidência da República do Brasil assina, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um manual de redes sociais, documento cuja natureza ainda é escassa na Comunicação Pública. Poucos são os órgãos que possuem, formatado, um conjunto de diretrizes que orientem a atuação nesse ambiente  relativamente novo que são as mídias/redes sociais.

O manual, que possui 72 páginas, foi finalizado em maio deste ano.

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Download – Governo Federal lança manual de redes sociais

práticas profissionais no jornalismo: uma revista


Publicado originalmente em christofoletti.com:

A edição do primeiro semestre de 2013 da Estudos em Jornalismo e Mídia aborda profissionalidades no jornalismo e outros temas muito interessantes. Por que você não dá uma olhadinha nela?

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Ver original

práticas profissionais no jornalismo: uma revista