ECA abre inscrições para curso de Jornalismo Popular e Alternativo

Inscrições para o curso, que é oferecido pela Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), prosseguem até o dia 19 deste mês, sem cobrança de taxa. As aulas serão ministradas no período de 7 a 11 de dezembro.

Objetivos:

a) Contribuir para a sedimentação da temática do jornalismo popular e altenativo na pesquisa social;

b) Contribuir para a formação de profissionais capacitados para atuar no campo do jornalismo popular e alternativo.

Vagas: 50 vagas.

Local: Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA. Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues 443, prédio 1, Cidade Universitária.

Procedimentos de Inscrição: As inscrições serão recebidas pessoalmente ou por procuração, mediante cópia de CIC, RG, comprovante de escolaridade (graduando ou graduado), Curriculum Vitae e preenchimento de ficha de inscrição, a ser fornecida no ato da inscrição. Não serão aceitas inscrições por fax ou e-mail.

Critérios de Seleção: Serão previamente selecionados para o curso 50 alunos do total dos inscritos por meio de análise de currículo, com cópia a ser entregue no ato de inscrição, anexa aos documentos exigidos, com o resultado sendo divulgado no dia 27 de novembro de 2009, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP.

Público Alvo: graduados e graduandos em Jornalismo e demais áreas de Ciências Humanas.

Mais informações: 3091-4058, com Paulo ou Tânia – pcbontempi@usp.br.

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Vida simples – É tudo vaidade

“Vida Simples” é uma publicação para aqueles dias de descanso e abstinência do cotidiano: pautas que instigam reflexões sobre comportamento e estilo de vida; layout que inspira uma gostosa leitura, explorando os espaços em branco. Na penúltima edição, destaco as seguintes matérias:

“Eu, Você, Nós 2″

” (…) nossos camaradinhas nos garantem um aconchego intelectual. O amor é diferente. Diz respeito à necessidade de ter de volta o colo materno, uma referência que fica registrada em nosso subconsciente”.

“Antes de entrar numa relação, cada um deve ter em mente em que pé está sua autoestima – que, para o psiquiatra, equivale a um juízo de valor, e não a um sentimento”.

“(…) quando um casal prioriza o respeito às singularidades, a dependência emocional dá lugar à amizade, ao erotismo e aos planos em comum, construídos pelo olhar que cada um lança na relação”.

Alan Wallace, O cientista da consciência

“(…) ao experimentar outros níveis de consciência, você se torna muito menos dependente do externo para ser feliz. Fama, sucesso, beleza e riqueza material diminuem de importância de forma absolutamente natural. Outras qualidades emergem: amor, compaixão, satisfação e pacificação internas, as verdadeiras causas da felicidade mais perene”.

“Os praticantes de meditação foram capazes de atingir o grau supremo de realidade que transcende o espaço, o tempo e os conceitos. Esse é o nível primordial da consciência, a fonte de toda virtude e felicidade genuínas, que é conhecido como Deus”.

“A experiência contemplativa fornece um elo entre a ciência e a espiritualidade”.

As mágoas vão rolar

“Eu diria que é improvável cruzar a vida sem prejudicar e ser prejudicado, magoar e ser magoado, decepcionar e ser decepcionado”.

“(…) o perdão verdadeiro é difícil de ser praticado”.

“Perdoar é o ato de libertar o outro da culpa, mas é mais que isso. (…) É um ato de grandeza de espírito, que representa, acima de tudo, uma doação”.

“Através do perdão a pessoa doa o que há de melhor em si mesma – a compreensão, a compaixão e a esperança”.

“Antes de perdoar com as palavras, é necessário perdoar com a mente e com o coração, senão o efeito não é o mesmo, fica pela metade, vira falsidade. É preciso coragem para perdoar de verdade”.

“Sempre que possível escolham o perdão. Sempre que necessário escolham a justiça”.

“(…) sem considerar a justiça, o perdão é obsceno; sem contemplar o perdão, a justiça é malévola; afinal, a justiça é uma necessidade, o perdão, uma possibilidade”.

O refúgio

“(…) o conceito de casa como conhecemos hoje surgiu no Império Romano, com as construções de madeira e barro, bastante semelhantes às cabanas e choupanas”.

“(…) o romano Marcos Vitrúvio foi o primeiro a teorizar sobre a essência da casa”.

“O filósofo Alain de Botton nos dá a pista. No livro A Arquitetura da Felicidade, defende que o lar reflete nossa personalidade, é ele o guardião da nossa identidade. É dentro da nossa própria morada que podemos vivenciar todas as nossas convicções, reafirmar nossos valores, ratificar nossos pontos de vista. Enfim, sermos nós mesmos”.

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Release – Reforma agrária na Amazônia será tema de palestra na Bélgica

climaxi_poster_filmeA política de reforma agrária na Amazônia mantida pelo Governo Federal brasileiro será tema de palestra na Bélgica, a ser ministrada pelo superintendente regional do Incra no Oeste do Pará, Luciano Gregory Brunet. O debate faz parte da programação de lançamento do documentário intitulado “Climaxi” , filmado na França, na Bélgica e no Brasil. Uma caravana será promovida por seis cidades da Bélgica – país dos idealizadores do filme -, com início previsto no dia 27 deste mês. O objetivo é divulgar a produção e instigar discussões sobre o aquecimento global.

“Este é um debate internacional. A reforma agrária é um elemento fundamental no ordenamento fundiário da Amazônia, no qual também se inserem as unidades de conservação, o reconhecimento de populações tradicionais, com a criação de Projetos de Assentamentos Agroextrativistas, os remanescentes quilombolas e as reservas indígenas. Enfim, o ordenamento da região, que está em curso, propicia a contenção do desmatamento ilegal”, sustenta Luciano Brunet, que é o representante brasileiro no evento que será promovido por Organizações Não-Governamentais europeias.

A participação do gestor do Incra no Oeste do Pará, que é um dos entrevistados no documentário, tem caráter institucional e também se justifica, segundo ele, pela militância no movimento social em causas correlatas à abordagem do documentário, como meio ambiente e a luta dos trabalhadores rurais. As passagens e a estadia de Brunet na Bélgica serão custeadas pelos promotores da divulgação de “Climaxi”.

O deslocamento do superintendente do Incra no Oeste do Pará à Bélgica foi autorizada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O período corresponde a 24 de outubro a 8 de novembro. Neste ínterim, a gestão do Incra é assumida por Dilton Rego Tapajós, superintendente substituto.

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Governo do PI destinará R$ 200 mil para filme de Frank Aguiar, diz Veja

No lugar da música, a política. Esta parece ser a nova prioridade do cãozinho dos teclados. Piauiense de Itainópolis, Frank Aguiar leva a sério o desafio de ser gestor público. Até Mestrado em Adminstração Pública está cursando. Hoje vice-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), tem ambição de ascender na carreira de política, embora a música continue no rol de atribuições. E, afinal de contas, foram os teclados e os uivos – auuuuu! – que lhe deram visibilidade nacional. E o homem quer se transformar num mito. Já tem título o nome do filme biográfico de Frank Aguiar, Sonhos de um Sonhador. Segundo Veja, o Governo do Estado do Piauí irá patrocinar a produção com R$ 200 mil.

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Terras do Tapajós – Edição XX – Setembro/Outubro/2009

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Se preferir, confira a apresentação do jornal de forma dinâmica.

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Release – Incra retoma titulação de famílias assentadas em Santarém (PA)

Veja esta matéria no Portal do Incra

Santarém (PA), 29 de setembro de 2009

moju_entrega_ccu_28_09_09_11A Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará retomou a titulação em benefício de clientes de reforma agrária no Município de Santarém (PA). Até meados de outubro, a autarquia assinará Contratos de Concessão de Uso (CCU), um instrumento de titulação válido por cinco anos, a 176 famílias dos projetos de assentamento Ituqui, Tapera Velha e Moju I e II. Este último é o mais atendido neste momento, com 123 CCU’s. A atual etapa de entrega, iniciada ontem (28), tem previsão de encerramento na primeira quinzena de outubro.

Anteriormente, 20 CCU’s foram destinados ao Projeto de Assentamento Bueru. O documento, cuja expedição começou neste ano pela Superintendência do Incra no Oeste do Pará, dá mais segurança jurídica às famílias que estão cadastradas pelo órgão e residem nas áreas atendidas.  Ao obter um CCU, o assentado torna-se apto a receber as linhas de crédito oferecidas pelo Incra, como o Apoio Inicial e o Aquisição Material de Construção, e por bancos, tendo em vista que possui um documento que lhe dá direitos sobre a terra. Além disso, o período de validade do contrato de concessão é utilizado na contagem dos 10 anos para o cumprimento de cláusulas resolutivas do título definitivo.

Pedro Ramos dos Santos, 48 anos, vive desde 1998, com a mulher, Maria Vilani Oliveira, e cinco filhos, no PA Moju I e II. O homem que dedicou a vida ao meio rural se emocionou ao descrever o significado de ter um título em mãos, algo novo para ele, que antes trabalhava na terra dos pais. “A pessoa que trabalha e não se legaliza não é nada. Com o recebimento do título, tudo fica mais fácil. Eu avalio isso como um privilégio. É para o futuro da gente”, ressalta o agricultor, que encara o CCU como um incentivo à permanência na terra e ao desenvolvimento de suas atividades, como a produção de farinha, pimenta e arroz.

Para Dário Correia Salgado, 38 anos, e a esposa, Girlene Borges da Silva, o recebimento do título consolida um bom momento para o casal, que fez o caminho inverso de muitas famílias: trocou a área urbana pela rural. “As condições que eu tinha de trabalho lá [área urbana] não dava para o sustento; aqui é diferente. Já estamos cultivando a mandioca, o arroz e o feijão. A vida melhorou e muito”, destaca Dário, assentado no PA Moju I e II.

“O CCU é muito importante. Já embasa para a garantia da propriedade da terra e para financiamentos de maior porte, como uma mecanização agrícola”, acrescenta Marlisson Lima Ferraz, assentado e presidente da associação representativa da comunidade Fortaleza, localizada no PA Moju I e II.

Deveres

As famílias que recebem um CCU comprometem-se a explorar suas terras direta e pessoalmente, bem como preservar o meio ambiente, inclusive as áreas de reserva legal e de preservação permanente, na forma da legislação ambiental federal, estadual e distrital vigentes. Também fica vedado à unidade familiar negociar ou, por qualquer forma, transferir a terceiros a posse ou os direitos do imóvel decorrentes da concessão de uso.

Título definitivo

A previsão é que as famílias as quais são entregues CCU’s recebam o Título Definitivo (TD) em cinco anos, tão logo encerre o prazo de validade dos contratos. Neste intervalo de tempo, o Incra se prepara para georreferenciar glebas e o perímetro de projetos de assentamento, umas das condições para a emissão do TD.

O CCU não é condição para o recebimento do TD. O contrato é assinado por famílias que já estavam com lotes demarcados e cadastrados no Serviço Nacional de Cadastro Rural (SNCR). Os demais assentados tornam-se candidatos a receber o TD assim que o Incra atender as condições para a emissão do documento e caso continuem morando e trabalhando na terra em conformidade com as legislações agrária e ambiental.

Meta

Em 2009, a Superintendência do Incra no Oeste do Pará tem como programação a entrega de CCU’s a 268 famílias, que vivem nos projetos de assentamento Bueru, Ituqui, Tapera Velha e Moju I e II, em Santarém; Morro das Araras, Assurini e Itapuama, em Altamira; Bom Jardim e Rio Arataú, em Pacajá; Laranjal, em Brasil Novo; Grotão da Onça, em Anapu; Canoé, em Senador José Porfírio; e Santa Julia e Nova Fronteira, em Novo Progresso.

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Avó moderna das Havaianas é censurada na tv

É triste enxergar como o brasileiro ainda se comporta de forma retrógrada diante de situações que deveriam ser encaradas com maturidade. Foi censurado o criativo e bem-humorado comercial das Havaianas em que uma avó expressava uma visão moderna de relacionamento.

A exibição, que iniciou na tv, agora fica restrita à web. A polêmica se deu em virtude da personagem da avó aconselhar a neta a transar com o ator Cauã Reymond, em vez de pensar em casamento. Se tivéssemos famílias com diálogo aberto para o sexo, isto não acontecia.

As pessoas que reagiram contra o teor do comercial, certamente, “delegam” para as ruas e a escola a educação sexual de seus filhos. Mais: está enganado quem pensa que irá persistir eternamente o estereótipo da vovó alienada, apenas dedicada ao crochê e à cozinha.

Comercial original

A explicação da vovó à censura. Ao contrário do que os redatores escreveram para a personagem, a atitude não é democrática.

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Sairé 2009 – Desorganização marca festival

Release – Incra concede 1º título coletivo a populações tradicionais na Amazônia

Juruti VelhoPela primeira vez, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) concede um título coletivo a populações tradicionais da Amazônia. A entrega do documento ocorreu neste domingo (30) ao Projeto Agroextrativista (PAE) Juruti Velho, localizado no Município de Juruti (PA), no Oeste do Pará. A solenidade que marcou o ato aconteceu na sede do assentamento, com a presença de gestores do Incra, da Prefeitura de Juruti, do Governo do Estado do Pará e de comunitários.

A titulação do PAE Juruti Velho – assentamento criado em 2005 – foi realizada por meio de um Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (CCDRU), assinado pelo superintendente regional do Incra no Oeste do Pará, Luciano Brunet, e pelo presidente da Associação das Comunidades da Região de Juruti Velho (Acorjuve), Gerdeonor Pereira.

“Chegamos a um ponto culminante após uma longa luta dos tradicionais que vivem e trabalham na região de Juruti Velho, reconhecendo que eles são os donos desta terra”, afirma o superintendente Luciano Brunet. Ele informa que o título beneficia 45 comunidades na região, onde estão cerca de duas mil famílias cadastradas como clientes de reforma agrária.

Juruti Velho fica a cerca de três horas de barco da sede do Município de Juruti. A região é habitada secularmente por famílias que possuem um histórico de organização social e de uso sustentável da floresta, com o desenvolvimento de atividades de baixo impacto ambiental, como a pesca artesanal, a produção de farinha e a coleta de castanha.

Segurança para as atuais e as futuras gerações

“Há muitos anos, lutamos pela titulação. Agora, podemos dizer para qualquer um que estas terras são nossas, de fato e de direito. A titulação significa segurança não só para nós, hoje, mas para as futuras gerações, que já estarão dentro de um processo legal”, destaca o presidente da Acorjuve, Gerdeonor Pereira.

De acordo com o CCDRU, as famílias assentadas dispõem de 93.831 hectares, “considerando-se a área do projeto como território coletivo e a modalidade de exploração coletiva e individual, observando-se o limite de respeito tradicionalmente e historicamente vivenciado e aceito entre as famílias tradicionais que habitam o território”.

Marco legal

O superintendente substituto do Incra no Oeste do Pará, Dilton Tapajós, aponta as peculiaridades da titulação realizada no PAE Juriti Velho. “Para as comunidades tradicionais da Amazônia, representa a concretização de um documento especial que garante território, as riquezas naturais e o fortalecimento das entidades que as representam”, avalia o superintendente substituto.

Tapajós acrescenta que a titulação também assegura os direitos decorrentes da implantação de projetos de mineração em áreas de assentamento, como a indenização por danos e prejuízos, a renda pela ocupação do território e a participação nos resultados da lavra. No caso de Juruti Velho, o CCDRU entra como fator determinante no processo de negociação que a comunidade mantém com uma empresa mineradora que está se instalando em Juruti.

Preservação ambiental

Aliada à destinação da terra, o Incra estabelece no título cláusulas que preveem o desenvolvimento sustentável. A partir da assinatura do CCDRU, os comunitários comprometem-se formalmente a preservar e, se for o caso, restaurar os bens naturais e os sítios ecológicos que representam patrimônio ambiental, bem como as áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL).

Terras do Tapajós – Edição XIX – Novo layout

Este é o novo ”Terras do Tapajós”, jornal – com cara de revista – que produzo para a Superintendência Regional do Incra no Oeste do Pará. Nas últimas edições, estava testando algumas mudanças, mas não havia chegado ao formato que desejava. Como não é possível parar somente para pesquisar a elaboração de um layout, em virtude da limitação de pessoal, o leitor acabou acompanhando esse processo de transformação.

Na concepção geral, a intenção é transmitir a sensação de leveza, em todos os sentidos: na disposição e captação das imagens e na redação e edição dos textos. Essa é a proposta, algo a ser perseguido. É um desafio, ainda mais quando uma única pessoa participa de todos os processos.

Mudamos a tipologia. Passei alguns dias, pacientemente, fuçando num DVD que contém 1gb de fontes. Tarefa complicada. É como se você entrasse num shopping onde só houvesse perfumarias e quisesse escolher a mais gostosa fragância. Salvo engano, optei por usar cinco tipos de fontes.

Nova logomarca. Não sou publicitário, mas meti a cara para pensar numa logomarca. Em destaque, agora aparece o “T” – de “Terras” e de “Tapajós” – dentro de uma caixa, cujo fundo contém a logomarca do Incra replicada, em transparência.

Embora o “Terras do Tapajós” fuja do hard news, a intenção de dispor a logo do Incra replicada e na diagnonal é transmitir a dinâmica própria do Jornalismo.

Cores. A paleta de cores continua praticamente a mesma. O verde predomina, mas o preto aparece com mais frequência, como elemento de destaque.

Papel. A proposta, a partir de agora, é trabalharmos com o papel reciclado, nossa humilde contribuição, enquanto organização, de aderir a princípios como o da sustentabilidade.

Inicialmente, imaginava que a tonalidade do papel reciclado iria forçar a alteração da paleta de cores da tipologia, mas, impresso o jornal, vi que não era necessário. Além disso, o papel reciclado deu uma beleza rústica à publicação.

O cuidado maior que devo ter é com as imagens, seja na captura, seja na edição. Imagens escuras não rendem bom resultado na impressão em papel reciclado.

Linha editorial. O ideal a ser perseguido é inserir o assentado como protagonista. As notícias institucionais continuarão a ter seu espaço, mas o foco principal é o nosso público-alvo: o cliente de reforma agrária. Os gestores serão citados como complemento e não como o destaque das matérias. Assim deve ser pautada a Comunicação Pública.

Selo. Estreamos um selo, o “Terra para Viver e Produzir”, que aparecerá em matérias que abordem, em destaque, a produção e a geração de renda nos assentamentos. Este selo, provavelmente, será reformulado. Não houve tempo para eu construir um outro de caráter mais profissional.

Imagens. Elas passam a ser dispostas com cantos arrendados – dois ou quatro. Formas completamente redondas também passam a ser utilizadas. Texto e imagens têm, literalmente, uma ligação. Traços foram inseridos para conectar a foto com a referência no texto.

Uso dos espaços em branco. A pessoa que executou a proposta deste projeto gráfico estranhou os espaços em branco. Embora ainda pouco usados, não chegam a ser uma novidade. Revistas com design contemporâneo e alguns jornais brasileiros, como o Correio Braziliense, utilizam os espaços em branco, que a meu ver, ajudam o leitor a focar a atenção no essencial.

A tendência é escrever textos mais enxutos, facilitando o uso dos espaços em brancos. Isto, entretanto, não será uma camisa de força.

Público-alvo. Sindicatos dos Trabalhadores Rurais; gestores públicos; Organizações Não-Governamentais; e instituições de controle.

Para os assentados, o desafio da ASCOM nas Superintendências do Incra, em qualquer lugar do país, é usar o rádio.

LEITURA
Durante o processo de elaboração deste novo layout, li este livro, Fundamentos de Design Criativo, que me ajudou a consolidar informações sobre design gráfico. Bastante ilustrado. Entretanto, para quem procura mais texto que imagem esta não é a melhor opção.

O site de conteúdo colaborativo Issuu também é uma boa fonte de pesquisa.