Culinária e manifestações folclóricas paraenses. O swing e o tempero caboclos. A caminho da praia mais bela do Brasil – Alter do Chão, eleita pelo jornal britânico The Guardian -, santarenos e turistas têm a oportunidade de imergir um pouco mais na cultura amazônida. Pelo quarto ano, comunitários do Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Eixo Forte se uniram para promover o Festival do Tacacá, que iniciou no sábado e encerra hoje (5).
O tacacá, comida típica do Estado do Pará, é servido em abundância pelos agricultores familiares. Ana Pedroso Peixoto, 65 anos, assentada do PAE Eixo Forte, expressa, nos traços do rosto e no dom de manipular a mandioca, uma tradição que remonta aos povos indígenas. É com prazer que ela transmite aos mais jovens da família os segredos da extração do tucupi. “Para ser um tucupi especial, tem de ser natural, sem misturas, tirado da mandioca pura, aí, ele vai mostrar sua qualidade”, revela. O líquido amarelado é a base do tacacá.
Para agradar o paladar dos visitantes, Dona Ana conta que começou a trabalhar quatro dias antes do festival, “apurando”, como ela mesma fala, o tucupi extraído da mandioca. “Eu comecei a preparar na terça-feira. Todos os dias, eu fervia. Hoje [sábado], pus todos os temperos para ele ficar bem gostoso”, lembra, sorridente.
Nas barracas ornamentadas de forma rústica, o tacacá ganhava as misturas que o complementam: a goma, obtida a partir da tapioca, o camarão e o jambu, uma erva. Servido quentinho, em cuias customizadas para o festival, o tacacá de São Braz provocava prazer em quem o provava.
Cultura viva
Enquanto degustava o tacacá, o público assistia aos jovens da comunidade exibirem a sensualidade e a alegria do carimbó. Já as candidatas a Rainha do Tacacá carregavam o talento das artesãs locais em roupas confeccionadas a partir de produtos da floresta.
O festival também marcou o resgate de uma manifestação artística que surgiu em São Braz em 1955: a dança do pelicano. Mesmo sob improviso, Irlando Corrêa Pedroso conduzia a performance. Sob as vestes de um sacaca, uma espécie de curandeiro, ele transmitia a mensagem de preservação ambiental ao defender o pelicano do ataque do homem.
Trabalho coletivo que dá resultado
O Festival do Tacacá, que já faz parte do calendário de eventos de Santarém, mobiliza e incentiva a produção da comunidade de São Braz, onde residem aproximadamente 150 famílias. “Além de integrar a comunidade, o objetivo é fazer com que as pessoas vivam do agroextrativismo, no caso, através da mandioca e de um de seus derivados, o tucupi. Divulgamos a nossa culinária e a produção agrícola e queremos permanecer na nossa terra, produzindo e colhendo”, afirma o coordenador do festival, Madson Costa.
O presidente do Conselho Comunitário de São Braz, Izenildo Pedroso, informa que a arrecadação obtida com o festival será empregada na melhoria de espaços sociais em São Braz.
Festival de Parintins 2009. Veja fotos. Garantido campeão!
Junho 30, 2009
Ana Paula Padrão já aparece na Record
Junho 23, 2009
A Rede Record iniciou a divulgação da jornalista Ana Paula Padrão como apresentadora do “Jornal da Record”. Ela comandará o programa ao lado de Celso Freitas. A estreia acontece no dia 29 deste mês.
Entidades, jornalistas e acadêmicos condenam decisão do STF. Governo e Congresso também reagem
Junho 19, 2009
Ricardo Kotsho, jornalista
“O exercício do jornalismo agora virou uma terra sem lei. Acho que esta discussão deveria prosseguir para que alguma regra do jogo seja estabelecida, em defesa das empresas e dos profissionais sérios e, principalmente, dos cidadãos, do conjunto da sociedade”.
Portal Imprensa
Sérgio Murillo, presidente da Fenaj
“O exercício do jornalismo agora virou uma terra sem lei. Acho que esta discussão deveria prosseguir para que alguma regra do jogo seja estabelecida, em defesa das empresas e dos profissionais sérios e, principalmente, dos cidadãos, do conjunto da sociedade”.
Jornalistas da Web
Para OAB, Supremo errou ao acabar com exigência do diploma de jornalista
OAB-PE pede que Britto busque regulamentação da profissão de jornalista
O Congresso se manifesta
Deputado quer propor projeto de lei para regulamentar profissão de jornalista
Governo Federal quer manter o diploma
AGU pretende sugerir que exigência de diploma de jornalismo seja mantida em concursos
Frases – Ministro Gilmar sobre o fim da obrigatoriedade do diploma para ser jornalista
Junho 18, 2009
“Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão”
“Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores”.
“Tais cursos [de Jornalismo] são importantes e exigem preparo técnico e ético dos profissionais para atuarem. Os jornalistas se dedicam ao exercício pleno da liberdade de expressão. O jornalismo e a liberdade de expressão, portanto, são atividades imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensadas e tratadas de forma separada”
Fonte: Folha Online
A voz sensata do STF
Junho 18, 2009
O STF escreve um capítulo triste na história do Jornalismo e da Comunicação no Brasil. Põe fim à obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Dos ministros do Supremo, apenas um, Marco Aurélio, defendeu os conhecimentos acadêmicos como condição para o exercício do jornalismo. Com sensatez e razoabilidade, ele foi a voz dissonante na mais alta corte do país.
Divergência
Ao abrir divergência e votar favoravelmente à obrigatoriedade do diploma de jornalista, o ministro Marco Aurélio ressaltou que a regra está em vigor há 40 anos e que, nesse período, a sociedade se organizou para dar cumprimento à norma, com a criação de muitas faculdades de nível superior de jornalismo no país. “E agora chegamos à conclusão de que passaremos a ter jornalistas de gradações diversas. Jornalistas com diploma de curso superior e jornalistas que terão, de regra, o nível médio e quem sabe até o nível apenas fundamental”, ponderou.
O ministro Marco Aurélio questionou se a regra da obrigatoriedade pode ser “rotulada como desproporcional, a ponto de se declarar incompatível” com regras constitucionais que preveem que nenhuma lei pode constituir embaraço à plena liberdade de expressão e que o exercício de qualquer profissão é livre.
“A resposta para mim é negativa. Penso que o jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral. Ele deve contar com técnica para entrevista, para se reportar, para editar, para pesquisar o que deva estampar no veículo de comunicação”, disse o ministro.
“Não tenho como assentar que essa exigência, que agora será facultativa, frustando-se até mesmo inúmeras pessoas que acreditaram na ordem jurídica e se matricularam em faculdades, resulte em prejuízo à sociedade brasileira. Ao contrário, devo presumir o que normalmente ocorre e não o excepcional: que tendo o profissional um nível superior estará [ele] mais habilitado à prestação de serviços profícuos à sociedade brasileira”, concluiu o ministro Marco Aurélio.
Fonte: site do STF
Terras do Tapajós – XVIII
Junho 15, 2009
Imagens obtidas a partir de um scanner.
Gay Telese
Junho 15, 2009
“A internet é o fast-food da informação”. Em sua passagem pelo Brasil, o jornalista americano Gay Telese soltou essa frase de impacto. E mais.
Blogs
“Para piorar, surgiram esses blogs com blogueiros desqualificados, que apenas divulgam fofoca. São como uma torcida num jogo de futebol que fica o tempo todo gritando para os jogadores, para o juiz. É gente que não apura nada, só faz barulho”.
Veja matéria no site Comunique-se.
Release – Justiça Federal libera atuação do Incra em assentamentos e Resex no Oeste do PA
Junho 10, 2009
A Justiça Federal liberou seis projetos de assentamento – Vai Quem Quer, Rio Cupari, Paraíso, Ypiranga, São Benedito e Areia – e a Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, localizados no Oeste do Pará, para a aplicação de recursos e a realização de quaisquer trabalhos por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão atendeu as exigências estabelecidas pelo Judiciário em Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Com base nisso, o juiz federal José Airton de Aguiar Portela, da Subseção da Justiça Federal em Santarém (PA), em decisão proferida nesta terça-feira (9), tira da condição de interditados esses projetos, onde existem cerca de 3.240 famílias cadastradas como clientes de reforma agrária.
Até então, esses seis assentamentos e a Resex estavam impedidos de receber ações do Incra em decorrência de uma liminar, de agosto de 2007. A partir da decisão do juiz José Airton Portela, esses projetos, localizados nos municípios de Monte Alegre, Aveiro, Rurópolis, Itaituba, Trairão e Porto de Moz, tornam-se aptos a receber, plenamente, ações governamentais.
“A gente considera o início de uma nova fase. O Incra, finalmente, pode trabalhar as políticas públicas nessas áreas, que são importantes e estratégicas para a agricultura familiar. Para nós, é uma grande vitória”, avalia o superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Brunet.
Saneados os processos de criação dos assentamentos e revista a relação de clientes de reforma agrária da Resex, o Incra solicitou a liberação dos projetos perante a Justiça Federal, no que foi atendido. No caso do PA Vai Quem Quer, além do saneamento processual, o Incra obteve a Licença Prévia (LP), documento expedido pela Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Estado do Pará. Quanto aos demais assentamentos liberados pela Justiça Federal, o Incra aguarda o licenciamento ambiental da Sema.
Educação de volta
O juiz José Airton Portela também permitiu que o Incra retome o funcionamento do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Essa decisão beneficia todos os assentamentos interditados. Com a autorização, o órgão volta a operacionalizar o convênio ainda em vigência que trata do curso – de nível superior – Magistério da Terra, que tem como objetivo atender 200 jovens.
Incra solicitará a liberação de mais assentamentos
Na próxima semana, o Incra irá solicitar à Justiça Federal a desinterdição dos projetos de assentamento Curumu, Itapecuru e Campo Verde, localizados nos municípios de Alenquer, Oriximiná e Rurópolis, respectivamente. Os processos de criação dos três foram saneados. Além disso, os dois primeiros já obtiveram LP. Esse documento é dispensado para o Projeto de Assentamento Campo Verde, que foi criado quando não havia tal exigência.
O trabalho continua
Desde agosto de 2007, quando foram interditados 105 assentamentos e a Resex Verde para Sempre, é a primeira vez que a Justiça Federal se manifesta favorável à liberação de áreas que estão no rol da Ação Civil Pública. A decisão da Justiça é subsidiada pelo trabalho de uma força-tarefa instituída pelo Incra para corrigir eventuais falhas na criação de assentamentos e elaborar relatórios a fim de embasar o pedido de licenciamento ambiental.
Até o momento, foram saneados os processos de criação de 60 assentamentos, para os quais já foram solicitados LP. À medida que for concedido o licenciamento ambiental dos assentamentos, o Incra irá protolocar petições perante a Justiça Federal no sentido de que ocorra a desinterdição.
Finalmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou o recurso da promotora Maria do Carmo Martins Lima, que pleiteava o retorno ao cargo de prefeita de Santarém (PA). Recurso julgado e provido. Reeleita em outubro de 2008, Maria do Carmo nem chegou a ser empossada, impedida por uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mais alta corte eleitoral do país entendeu que não havia condições de elegibilidade para a petista, tendo em vista ser membro do Ministério Público do Estado do Pará.
A polêmica foi parar no STF, sob a forma de um recurso extraordinário. Por duas vezes, o julgamento do processo foi adiado e, somente oito meses depois da eleição, Santarém tem a certeza de quem assumirá a gestão do Município até 2012. Por seis votos a quatro, Maria do Carmo é reconduzida ao cargo de prefeita Santarém. A chefia do Executivo era exercida, até então, pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador José Maria Tapajós (PMDB).
Comemoração
Anunciado o resultado do julgamento do STF, petistas se deslocaram para a sede do partido. Uma carreata, embora modesta – havia cerca de 50 carros – foi organizada. A saída pelas ruas da cidade ocorreu por volta das 18h30. A festa, mesmo sem a anfitriã, que ainda se encontra em Brasília (DF), não deve ter hora para acabar.
Diferente da festa da vitória nas urnas, ocorrida no dia 5 de outubro de 2008, a orla da cidade não oferece boas condições para uma concentração dos petistas. A avenida que margeia a orla, Tapajós, encontra-se alagada.
VEJA VÍDEO DA CARREATA
Release – Incra anuncia R$ 21,1 milhões em estradas para assentamentos na Transamazônica
Maio 27, 2009
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) anunciou nesta terça-feira (26), em solenidade realizada no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, no Município de Anapu (PA), R$ 21,1 milhões a serem investidos na abertura e recuperação de 581 quilômetros de estradas vicinais em assentamentos no eixo da Rodovia Transamazônica. Serão atendidos pelo menos 17 assentamentos nos municípios de Anapu, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Senador José Porfírio e Uruará.
As obras de infraestrutura serão realizadas por empresas contratadas através do Incra, em processo licitatório, e pela Prefeitura de Anapu, com a qual o órgão assinou ontem um convênio de R$ 5,3 milhões. O valor é destinado para os assentamentos Canoé, Pilão Poente II e III, Grotão da Onça, Virola-Jatobá e Esperança. Este último é o mais simbólico na luta dos trabalhadores rurais da região em prol da reforma agrária e da preservação da floresta. Num dos lotes do PDS, foi morta a missionária americana Dorothy Stang.
“Para nós, o significado desse momento é mais organização e luta e fazer com que esses recursos sejam totalmente investidos para o bem do povo do município de Anapu”, afirmou a irmã Jane Dwyer, ao comentar o legítimo controle social das entidades representativas dos trabalhadores rurais.
Habitação
Ainda como parte da programação no PDS Esperança, em ato simbólico, o padre Amaro, integrante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), e a irmã Kátia Webster, da Congregação das Irmãs Notre Dame, puseram o primeiro tijolo numa das 36 casas que atualmente são construídas, em regime de mutirão, pelos assentados. Em cada unidade habitacional, o Incra destina R$ 7 mil em material de construção.
“Sinto uma emoção muito grande em receber esta casa. É uma luta de muito tempo. Agora, eu espero que a Justiça puna aqueles que tiraram a vida da irmã Dorothy. Se ela estivesse viva, creio que já teríamos conquistado muito mais”, afirma, em tom nostálgico, o assentado Laércio Souza, beneficiado com a casa cujas obras, simbolicamente, iniciaram nesta terça-feira.
O histórico de resistência é uma marca dos trabalhadores rurais em Anapu. A família de Luís de Brito, outro assentado atendido com o Crédito Aquisição de Material de Construção repassado pelo Incra, relata que já foi perseguido e ameaçado por fazendeiros, mas que hoje vê no trabalho coletivo do PDS um alento para a reforma agrária na região. O agricultor recebeu ontem as chaves de sua casa.
Assessoria técnica
Além de infraestrutura, o Incra investe em assessoria técnica. Hoje, em Anapu, uma cooperativa atende 754 famílias. A Emater, órgão conveniado com o Incra, brevemente reforçará esse trabalho, alcançando mais 925 famílias. “Temos de reconhecer o trabalho do Incra em Anapu”, afirmou o procurador Felício Pontes, membro do Ministério Público Federal (MPF) no Pará. Além dele, prestigiaram o evento organizado em Anapu o vice-presidente do Incra, Roberto Kiel, que representou o presidente da Autarquia, Rolf Hackbart, ausente em decorrência de problemas de saúde; o superintendente regional do órgão em Santarém, Luciano Gregory Brunet; secretários do Governo do Estado; parlamentares; gestores municipais; e lideranças de movimentos sociais.
Santarém debaixo d’água. Imagens da várzea
Maio 24, 2009
Release – Presidente do Incra vai a Anapu
Maio 22, 2009
Release inicial para divulgar a ida do presidente do Incra a Anapu. No dia do evento, enviarei outro à imprensa com os detalhes dos recursos e das obras que serão anunciadas.
O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, vai a Anapu (PA), onde anunciará recursos e obras para assentamentos que estão em municípios no eixo da Rodovia Transamazônica. O evento ocorrerá dentro do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Anapu I, mais conhecido como Esperança, no dia 26 de maio, a partir das 9h30.
A programação inicia com uma celebração ecumênica em homenagem às pessoas que foram mortas na luta pela preservação da floresta e em prol da reforma agrária. O ato ocorrerá no local onde foi morta a missionária americana Dorothy Stang.
Em seguida, o presidente Rolf Hackbart coloca o primeiro tijolo numa das casas que estão em construção no PDS Esperança e assina o termo de entrega de uma outra já concluída.
A programação encerra com uma solenidade na qual Hackbart anunciará assessoria técnica para trabalhadores rurais e a construção e recuperação de estradas vicinais em assentamentos, entre obras já licitadas e a serem conveniadas no dia 26.
No evento, estarão presentes lideranças comunitárias e de entidades representativas dos trabalhadores rurais, além de gestores de órgãos municipais, estaduais e federais.
Pôr-do-sol no rio Xingu
Maio 21, 2009
Release – Incra agiliza liberação de recursos a famílias atingidas pelas cheias em Santarém (PA)
Maio 19, 2009
Breve release.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) está agilizando o pagamento do Crédito Apoio Inicial, que corresponde a R$ 3.200 por família, a 810 assentados que são atingidos pelas cheias no Oeste do Pará. Com o recurso, além de material de pesca e ferramentas agrícolas, os assentados estão adquirindo madeira e alimentos, produtos que auxiliam a enfrentar a situação emergencial.
“Com essa madeira, será possível aumentar o assoalho da casa e amenizar a situação”, relata Raimunda Eliane Coelho, 30 anos, moradora do Projeto Agroextrativista (PAE) Aritapera, assentamento localizado na várzea santarena. Durante o último final de semana, 65 famílias do PAE Aritapera receberam madeira legalizada adquirida com recursos do Crédito Apoio Inicial. O mesmo material será entregue a outras 65 famílias até o final deste mês. A Ouvidoria Agrária, parceira no socorro às famílias, conseguiu viabilizar a doação de 100 cestas básicas, já entregues.
“Com a situação de enchente muito além do que se esperava, discutimos com entidades e as lideranças de assentamentos a antecipação e adaptação do crédito de forma que pudesse ajudar neste momento. As famílias optaram por madeira e alimentos, por exemplo. Com isso, a gente espera que elas possam superar essa fase de maneira melhor”, comenta o superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Gregory Brunet.
Atualmente, o Incra está operacionalizando a liberação de recursos para os PAE’s Aritapera, Tapará, Urucurituba e Ituqui, assentamentos localizados em Santarém. O investimento corresponde a R$ 2,6 milhões. Esse trabalho marca o início da aplicação do Crédito Apoio Inicial nos assentamentos de várzea criados no Oeste do Pará.
Sugestão de Pauta – Incra agiliza liberação de créditos para atender famílias atingidas pelas cheias em Santarém (PA)
Maio 15, 2009
Sugestão de Pauta
Santarém (PA), 14 de maio de 2009
Incra agiliza liberação de créditos para atender famílias atingidas pelas cheias
O órgão entregará madeira e cestas básicas no sábado (16). Ao todo, 12 comunidades do PAE Aritapera serão contempladas durante o final de semana.
Data, hora e local de saída: dia 16, às 8 horas, do terminal fluvial turístico da orla. O deslocamento, que ocorrerá de lancha, dura cerca de 1h. Aguardo confirmação, até amanhã, para reservarmos vagas na lancha. Caso não seja possível a ida de uma equipe ao local, estamos à disposição para atender previamente um (a) repórter.
Quem acompanhará a entrega?
Superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Brunet
A madeira
No PAE Aritapera, existe uma demanda de madeira para 130 famílias. Nesse final de semana, cerca de metade delas começam a receber o material. A entrega se dará de forma parcial em virtude da limitação do mercado santareno em ofertar maior quantidade em situação de legalidade.
As cestas
Serão entregues 100 cestas básicas nesse final de semana. Elas foram doadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
O trabalho continua no PAE Aritapera
Nas próximas semanas, o PAE Aritapera tem outras entregas programadas de alimentos, madeira, ferramentas agrícolas e material pesqueiro. Na primeira etapa de aplicação do Crédito Apoio Inicial, serão atendidas 260 famílias e investidos R$ 815 mil.
Ações em PAE’s
Atualmente, o Incra está operacionalizando a liberação do Crédito Apoio Inicial nos PAE’s Aritapera, Ituqui, Urucurituba e Tapará – todos em Santarém – para atender, nessa etapa, 810 famílias. Para cada família, são destinados R$ 3.200 em produtos. A entrega ocorrerá gradualmente.
Técnicos do Incra são capacitados para atuar na várzea
Maio 13, 2009
Release encaminhado à imprensa hoje. Legal ver a continuidade do trabalho nos projetos de assentamento criados na várzea. É possível perceber o esforço de colegas do Incra em ver as políticas públicas chegarem a populações que passaram tantos anos excluídas. A partir deste mês, as famílias começam a receber recursos em créditos e, em breve, assessoria técnica.
Santarém (PA), 13 de maio de 2009
No Oeste do Pará, existem aproximadamente 40 assentamentos de várzea, onde há populações com modos de vida bem distintos de quem reside na terra firme. Para atuar nessas áreas, que exigem uma grande preocupação com a preservação ambiental, técnicos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estão em capacitação, que iniciou ontem (12) e se estende até o dia 15. O trabalho é coordenado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que possui 14 anos de experiência na várzea.
No foco da oficina – a segunda envolvendo técnicos do Incra e do Ipam -, está a gestão integrada dos recursos naturais de várzea em assentamentos, informa o coordenador do Projeto Várzea, David Macgrath. Entre os temas em abordagem, figuram a mobilização e a organização social das comunidades de várzea; e programas de desenvolvimento, como o manejo pesqueiro comunitário e de animais silvestres.
A oficina faz parte do convênio assinado, em dezembro de 2007, entre o Incra e o Ipam, no valor de R$ 2.280.449,20. A parceria prevê a elaboração de Planos de Utilização (PU’s) e Projetos Básicos (PB’s) – estudos que fazem parte do processo de implantação de assentamentos – em 15 Projetos Agroextrativistas (PAE’s). Estes estão localizados nos municípios de Santarém, Alenquer, Curuá, Óbidos e Prainha.
Balanço parcial – Como saldo parcial do trabalho nos 15 PAE’s que integram o convênio entre o Incra e o Ipam, foram concluídos os planos de utilização de 14, dos quais oito já analisados pelo Incra. Todos os PU’s serão publicados no Diário Oficial da União (DOU).
Concluídos os PU’s, que são uma espécie de estatuto do assentamento, a fase posterior corresponde à entrega dos Projetos Básicos, nos quais são previstos itens como a implantação de infra-estrutura. Esse estudo também embasará o pedido de Licença de Instalação e Operação (LIO) dos PAE’s de várzea.
Benefícios para a várzea – O superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Gregory Brunet, acrescenta que já iniciou a operacionalização para a liberação de créditos e a prestação de assessoria técnica para os ribeirinhos na várzea. Esse último trabalho está sob a responsabilidade da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Pará.
Ana Paula Padrão na Record
Maio 7, 2009

Embora tenha passado quatro anos no SBT, Ana Paula Padrão ainda tem a cara da Globo. E é nisso que aposta a Record, que efetuou a contratação da jornalista, a qual admiro. Tem postura ética e preza pela qualidade daquilo que faz.
Eu torço para que o trabalho de Ana Paula seja melhor aproveitado que na emissora de SS. No SBT, o jornalismo, do mesmo modo que o entretenimento, não tem dia e nem hora certa. Vive a instabilidade da programação.
Âncora novamente
Na Record, Ana Paula Padrão assume a bancada do “Jornal da Record” ao lado de Celso Freitas. Ana Paula Araújo, também ex-global, muda-se para Nova York, onde atuará como correspondente.
“Voltei porque o mercado pediu”, diz Ana Paula Padrão
Incra entrega casas no PDS Esperança
Maio 4, 2009
Release encaminhado à imprensa no último dia 30 de abril. É bem gostoso perceber como o nosso trabalho pode mudar vidas. A personagem inicial desta matéria é uma conterrânea, do Município de União, que fica a 59 quilômetros da capital piauiense, Teresina.
- O “depois”
- O “antes”
Uma casa de barro, de chão batido e coberta de palha. A moradia da qual a assentada Francisca Alves, 44 anos, tinha vergonha. A alguns metros, entretanto, o marido e os filhos se empenhavam em erguer o sonho da casa própria. “Vou ter mais espaço, me sentir melhor, e meus filhos vão viver num local mais adequado. Eles merecem”, planeja a agricultora. Daqui a alguns dias, a família se muda para uma casa construída em regime de mutirão no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Anapu I, mais conhecido como Esperança, localizado no Município de Anapu (PA).
No assentamento, as famílias dão exemplo e mostram que a organização social faz a diferença. Os assentados do PDS inovaram ao tomar a iniciativa de eles próprios construírem as casas em vez de assinar contrato com uma construtora. A economia no gasto com mão-de-obra propicia melhor acabamento das unidades habitacionais e engajamento na fiscalização e conclusão das obras, que se dá em conjunto com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O órgão investe R$ 7 mil por família através do Crédito Aquisição Material de Construção.
“Fizemos todo um levantamento e vimos que poderíamos construir uma casa melhor envolvendo a comunidade num processo coletivo. Propomo-nos a fazer algo de qualidade para servir de modelo para outras regiões. O resultado inicial é bem satisfatório”, avalia Fábio Souza, presidente da associação representativa do PDS Esperança. O assentamento é conhecido internacionalmente em virtude da luta empreendida pela missionária americana Dorothy Stang.
Na opinião do agricultor Luís Brito, 45 anos, o regime de mutirão também dá mais segurança ao assentado no sentido de que a casa atenda ao gosto e às necessidades de cada família. “Acompanhei do baldrame até a pintura. É isso que a gente pedia”, relata Brito, que fazia, ele próprio, os últimos ajustes no acabamento na casa.
No último dia 29 de abril, durante o encerramento de uma oficina promovida para os assentados, foram entregues, simbolicamente, três casas no PDS Esperança. Outras 10 já foram concluídas e 33 estão em construção, com previsão de término das obras até meados de julho. Com 47 metros quadrados, cada casa possui sala, cozinha, dois quartos e banheiro.
“Essas casas têm um valor simbólico. É o primeiro trabalho de mutirão. Mostra a parceria na proposta do Incra de melhorar a qualidade de moradia dos assentados”, destaca o superintendente regional do Incra em Santarém, Luciano Gregory Brunet.








































































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